Michelle nega ter recebido vídeo de Eduardo
"Não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-Presidente Bolsonaro", garante nota do PL Mulher
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou que a defesa de Jair Bolsonaro se explique sobre uma possível violação das medidas impostas na prisão domiciliar.
A decisão foi motivada por uma declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mencionou ter gravado vídeo para mostrar ao pai durante o CPAC, nos EUA. Para Moraes, a fala pode indicar comunicação indireta com o ex-presidente, o que é proibido pelas condições estabelecidas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), que divide a casa com o marido, divulgou uma nota para dizer que “nenhum arquivo foi encaminhado pelo deputado Eduardo para Michelle Bolsonaro”.
“Temos recebido vários pedidos de esclarecimento da parte de jornalistas relativamente à fala do Deputado Eduardo Bolsonaro, feita no último final de semana, durante a realização do CPAC, nos Estados Unidos”, diz a nota publicada pelo PL Mulher.
“Desconhecemos o contexto”
“Desconhecemos o contexto e a motivação para a utilização dos termos exatos mencionados por ele na sua fala, os quais parecem ter levado a uma interpretação equivocada por parte da imprensa e de algumas autoridades. Temos convicção de que essa não era a intenção de Eduardo”, diz a mensagem.
Segundo a nota, “ainda que algo tivesse sido recebido; de forma alguma, o material seria mostrado ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, uma vez que ele está proibido, por força da determinação judicial, de ter acesso a aparelhos celulares”.
“Essa e todas as outras determinações constantes da decisão relativa à prisão domiciliar estão (e continuarão sendo) cumpridas em sua integralidade”, garantiu o PL Mulher.
A nota reforça, ao final, que “não houve recebimento de qualquer vídeo gravado no CPAC por Eduardo Bolsonaro ou outro de qualquer natureza” e que “em consequência, não houve exibição desse ou de qualquer outro material ao ex-Presidente Bolsonaro, uma vez que as prescrições judiciais estão sendo cumpridas integralmente”.
A versão de Eduardo
Diante da repercussão de sua declaração, Eduardo debochou em seu perfil no X:
“Grande controvérsia no Brasil hoje: gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens.
Eis o ‘crime’, pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais – e olha que nem disse quando ele as veria.
Não se surpreenda, se eu estivesse no Brasil Moraes muito provavelmente mandaria a sua polícia federal em minha casa confiscar meu aparelho para, na prática, fazer ‘fishing expedition’, tentando encontrar algo para me incriminar.”
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