Michelle leva veto à imagem de Bolsonaro para propaganda eleitoral
Candidata ao Senado pelo DF leva veto ao uso da imagem do marido para a propaganda eleitoral e mobiliza apoiadores nas redes
A campanha de Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, vai transformar a proibição do uso da imagem de Jair Bolsonaro em um dos temas de sua propaganda eleitoral. Nesta terça-feira, 22, inserções de rádio e televisão vão explorar a restrição e apresentar a medida como parte de uma discussão sobre liberdade.
Segundo a coordenação de comunicação da campanha, a estratégia está diretamente relacionada a uma das principais pautas defendidas por Michelle: a defesa das liberdades. Na avaliação da equipe, a proibição representa um cerceamento considerado injusto.
Na televisão, serão exibidas duas peças. Em uma delas, Michelle aparece abraçada a uma fotografia do marido e cobre o rosto dele com a mão. Na outra, a imagem do ex-presidente aparece escondida por uma tarja preta com a inscrição “censurado”.
A primeira peça foi publicada por Michelle nas redes sociais na segunda-feira (21), acompanhada de críticas à proibição. Segundo a assessoria, a publicação provocou manifestações de apoio e levou usuários a compartilhar fotografias do casal e registros pessoais ao lado do ex-presidente.
Mobilização nas redes
A estratégia ganhou ainda um movimento paralelo entre apoiadores de Michelle. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lançou a campanha “Ela não pode, mas eu posso”, em referência à restrição ao uso da imagem de Bolsonaro.
A iniciativa convida apoiadores a publicar fotos de Jair e Michelle Bolsonaro como forma de manifestação de apoio à candidata.
Com a estratégia, a campanha transforma a própria restrição em elemento de comunicação eleitoral. Em vez de retirar Bolsonaro do discurso, Michelle passa a explorar justamente a ausência de sua imagem nas peças oficiais para reforçar a mensagem sobre liberdade e mobilizar sua base nas redes sociais.
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