Michelle Bolsonaro tinha razão sobre Ciro Gomes?
A senadora eleita chegou a criticar a aliança do PL com o tucano no CE e até agora ele não apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno
A aliança entre Ciro Gomes (PSDB) e o PL no Ceará, que provocou uma crise entre Michelle Bolsonaro e integrantes da família Bolsonaro, voltou ao debate nesta sexta-feira, 16. Enquanto o tucano não se posiciona na disputa presidencial, seu candidato a vice-governador, Roberto Cláudio (União Brasil), declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Em junho, Michelle, ex-primeira-dama e senadora eleita pelo Distrito Federal, criticou publicamente a aproximação do PL cearense com Ciro, que disputou o governo estadual com o apoio da legenda. Ela citou declarações anteriores do tucano contra Jair Bolsonaro e seus filhos para questionar a coerência da aliança.
“Ciro Gomes já provou inúmeras vezes não ser confiável”, afirmou Michelle, ao defender que a aproximação com o ex-ministro fosse adiada para um eventual segundo turno. Para ela, a direita deveria priorizar um candidato alinhado aos valores que o bolsonarismo diz defender.
Na época, a crise também atingiu a relação de Michelle com o enteado Flávio Bolsonaro. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela afirmou ter sido desrespeitada e humilhada pelo senador durante uma conversa sobre as articulações políticas no Ceará. Flávio pediu desculpas publicamente e disse não ter tido a intenção de ofendê-la.
Apesar das críticas da ex-primeira-dama, o PL manteve a aliança com Ciro. Michelle, por sua vez, defendia o nome do senador Eduardo Girão (Novo) para o governo estadual.
Nesta sexta-feira, Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, anunciou seu voto em Flávio em um vídeo publicado nas redes sociais. Candidato a vice-governador na chapa de Ciro, ele justificou a escolha pela possibilidade de mudança no comando do país.
“Eu voto pela possibilidade de uma mudança. Por isso, agora eu voto Flávio 22”, afirmou.
Roberto Cláudio também criticou os governos do PT no país e no Ceará, comandado por Elmano de Freitas (PT). Em sua fala, associou os problemas enfrentados pelo estado e pelo país à corrupção, à propaganda oficial e à demagogia.
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