Michelle Bolsonaro: “Eu não tenho grupos”
Ex-primeira-dama nega articulação contra pré-candidatura de Flávio Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto) negou neste domingo, 24, a existência de um grupo político ligado a ela contrário à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
A manifestação foi feita após reportagem da Folha de S.Paulo apontar novo desgaste entre aliados do senador e pessoas próximas a Michelle em meio à crise envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Em publicação nas redes sociais, Michelle compartilhou a chamada da reportagem e escreveu:
“Eu não tenho grupos.”
Em seguida, afirmou integrar “um movimento que influencia pessoas de bem a estarem na política”, guiado por “valores inegociáveis”.
A matéria da Folha relata que interlocutores da ex-primeira-dama estariam incomodados com o caso Master e adotaram postura de distanciamento do senador.
A disputa interna ocorre desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu apoiar a pré-candidatura de Flávio à Presidência. Michelle chegou a ser vista por setores do PL como um nome competitivo, sobretudo junto ao eleitorado evangélico e feminino, mas acabou preterida pelo ex-presidente.
“Irmão em Cristo”
Na semana passada, Michelle irritou a militância bolsonarista ao chamar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de “irmão em Cristo”.
“Nosso ministro –vou profetizar aqui, porque Deus transformou Saulo em Paulo– nosso irmão em Cristo Alexandre de Moraes liberou o cabeleireiro e ele [Bolsonaro] tá com aquele cabelinho cortadinho, jogadinho, aqueles olhos azuis brilhando”, disse a ex-primeira-dama em um evento de pré-campanha no Distrito Federal, por onde será candidata ao Senado.
Nas redes sociais, os bolsonaristas reagiram.
Michelle já havia deixado os apoiadores da família Bolsonaro bastante irritados ao cumprimentar Moraes durante a cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Como ex-primeira-dama, Michelle cumprimentou Moraes com um abraço e um beijo no rosto. O gesto de cordialidade motivou uma onda de ataques.
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