“Meu patrão é o cearense”, diz Ciro
Ex-ministro diz estar focado nas eleições estaduais no Ceará e descarta nova investida nacional
O ex-ministro Ciro Gomes (foto, PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 11, que o seu “patrão é o Ceará e o cearense”.
Em entrevista a uma rádio local, o ex-governador comentou sobre o interesse do PSDB em lançá-lo ao Planalto, mas indicou que está concentrado nas eleições estaduais. Ciro também disse representar uma alternativa à polarização política nacional.
“Eu sou independente. Escuta: é verdade ou não é verdade que eu fui candidato quatro vezes a presidente do Brasil? Todo mundo sabe que eu fui quatro vezes candidato. E se eu fui candidato, onde é que eu tava em 2018, quando era Lula e Bolsonaro? Eu era contra os dois. E em 2022 quando eu fui candidato contra Lula e Bolsonaro? Eu era contra os dois. (…) Eu represento outra proposta, outro rumo, outra qualidade.
Eu até quinze dias atrás, o meu partido queria que eu fosse candidato de novo a presidente do Brasil. E eles mentindo. Porque aqui no Ceará você tem um pedaço do povo que gosta muito do Lula, um pedaço do povo que gosta do Bolsonaro…(…) Eu estou no lugar certo, eu sou independente. Meu patrão é o Ceará e o cearense”, afirmou.
Apoio a Aécio
Em maio, Ciro manifestou apoio à possível candidatura de Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República e defendeu que o partido apresente uma alternativa capaz de reduzir a polarização política no país.
Ciro afirmou considerar “muito importante para este momento brasileiro” que o PSDB lance o ex-governador de Minas Gerais na corrida ao Palácio do Planalto.
Segundo ele, o ambiente político nacional está marcado pelo aprofundamento de um “fosso ideológico” explorado por diferentes grupos de forma “interesseira e imediatista”.
O PSDB passou a estudar a possibilidade de lançar o deputado como candidato à Presidência da República após a recusa do ex-governador do Ceará ao cargo.
Na manifestação, Ciro associou sua defesa da candidatura tucana aos princípios que, segundo ele, motivaram a fundação do PSDB durante o processo de redemocratização do país.
Ele também citou o legado de Tancredo Neves como referência para a construção de consensos políticos. “Nós do Ceará apoiamos a candidatura do PSDB nesta quadra por entendê-la uma necessidade deste momento brasileiro”, declarou.
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