Messias agradece apoio de Mendonça: “Uma das maiores honras da minha vida”
Ministro do STF retribuiu: "Amém, meu estimado irmão! Honra recíproca. Deus o abençoe."
O advogado-geral da União, Jorge Messias, agradeceu nesta quinta-feira, 30, o apoio público do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o plenário do Senado rejeitar sua indicação para a Corte.
Em publicação nas redes sociais, Messias afirmou que o endosso de Mendonça foi “uma das maiores honras da vida”.
“Caro Ministro Irmão André Mendonça, Receber seu apoio durante esta desafiadora jornada foi uma das maiores honras da minha vida. Sua postura reflete integridade, bondade e coerência, servindo como uma fonte de inspiração para toda uma geração de magistrados. Que Deus o abençoe abundantemente por sua firmeza em manter os ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo”, escreveu.
Em resposta, Mendonça retribuiu a mensagem: “Amém, meu estimado irmão! Honra recíproca. Deus o abençoe”, diz.
Mendonça lamenta
Na quarta, 29, Mendonça lamentou a decisão do Plenário do Senado em rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga deixada pelo aposentado Luís Roberto Barroso.
“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF. E amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, disse Mendonça na rede social X.
Em derrota história para Lula, Senado rejeita Messias
O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira, 29, a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contra e 34 a favor. A votação é secreta.
Mais cedo, a indicação feita pelo presidente Lula (PT) havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 16 votos a 11. A votação no colegiado foi concluída após sabatina, em que Messias falou sobre diferentes temas. Ele disse que o 8 de janeiro de 2023 “foi um dos episódios mais tristes da história recente”. Segundo o parlamentar ainda, os atos daquela data fizeram “muito mal ao país”.
O sabatinado se manifestou contra o aborto, a favor da liberdade de imprensa e até criticou abusos do Poder Judiciário.
Lula indicou Messias à vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em novembro do ano passado, mas a mensagem presidencial com a indicação só chegou ao Senado em 1º de abril deste ano.
O governo federal demorou quatro meses para enviar a indicação ao Senado, após a publicação dela no Diário Oficial da União. O Executivo aproveitou o tempo para tentar uma maior aceitação do nome de Messias entre os senadores. Ainda assim, o indicado enfrentou bastante resistência.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), preferia que o petista tivesse indicado o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
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