Mercado ilegal de canetas emagrecedoras cresce em São Paulo
Operações policiais desarticulam rede de distribuição clandestina de medicamentos injetáveis em diferentes regiões do estado
A Polícia Militar de São Paulo apreendeu no domingo, 15, cerca de 180 caixas de canetas emagrecedoras armazenadas em um depósito irregular no bairro Jardim Boa Vista, na zona oeste da capital. Três homens, com idades de 18, 20 e 24 anos, são investigados pelo caso, registrado como receptação no 89º Distrito Policial do Taboão.
A descoberta ocorreu durante patrulhamento de rotina, quando agentes abordaram dois suspeitos em motocicleta que tinham acabado de realizar a entrega de medicamentos. A partir das informações obtidas na abordagem, os policiais localizaram o endereço de onde os produtos haviam sido retirados. No local, encontraram as caixas distribuídas em duas geladeiras. O morador do imóvel também está sob investigação. A Polícia Civil apura a procedência dos medicamentos.
Rede de apreensões
A operação no Jardim Boa Vista integra uma série de ações conduzidas pelas forças de segurança paulistas contra o comércio irregular de medicamentos para controle de peso. No mês anterior, a Polícia Civil havia apreendido aproximadamente 90 mil ampolas e frascos de remédios emagrecedores na região metropolitana de São Paulo. Em paralelo, uma operação conjunta com a Vigilância Sanitária resultou na interdição de um laboratório clandestino no município de Suzano.
Outro episódio ocorreu na Rodovia Marechal Rondon, em Mirandópolis, no interior do estado, onde agentes da Polícia Militar Rodoviária encontraram 170 unidades de medicamentos escondidas dentro de ovos de chocolate, de um travesseiro e de um urso de pelúcia. Os itens pertenciam a uma mulher de 27 anos que viajava em um ônibus com origem no Mato Grosso do Sul e destino a Brasília.
Método e enquadramento legal
A passageira demonstrou nervosismo durante a fiscalização e não respondeu às perguntas dos agentes, o que motivou a abertura das bagagens e dos pacotes suspeitos. Após o flagrante, ela foi conduzida à delegacia e permaneceu à disposição da Justiça. A ocorrência foi registrada na Polícia Federal em Araçatuba como crime contra a saúde pública.
O uso de itens cotidianos para o transporte dos medicamentos — chocolates, acessórios de viagem e brinquedos — indica planejamento para dificultar a identificação durante fiscalizações. A prática assemelha-se a métodos registrados no tráfico de entorpecentes.
As investigações seguem em andamento. A Polícia Civil busca identificar a origem dos produtos apreendidos e mapear os demais integrantes das redes de distribuição identificadas nas operações.
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