Mendonça diz ser contra liberar íntegra do celular de Vorcaro
Ministro afirma que material adicional pode desviar foco da análise sobre mensagens com Moraes
O ministro André Mendonça (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou neste domingo, 12, contra o compartilhamento integral dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Para o ministro, a divulgação do material pode tumultuar a análise, prevista para a próxima terça-feira, do relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre o banqueiro e Alexandre de Moraes.
Mendonça também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que apure se delegados da PF sofreram constrangimentos ou pressões durante as investigações.
O pedido foi feito após a corporação informar que tem “plenas condições técnicas” de produzir cópias idênticas do conteúdo e enviá-las aos ministros que solicitaram acesso.
Como mostramos, os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes pediram acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho de Vorcaro.
Mendonça, porém, afirma que seu gabinete também não recebeu a íntegra do conteúdo.
Segundo ele, a PF mantém sob custódia o material original e disponibilizou aos ministros apenas os elementos necessários para o julgamento.
“Este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da sessão”, disse Mendonça.
Para o ministro, acrescentar dados que não estão nos autos poderia gerar “questionamentos de toda a ordem” e desviar o foco da análise.
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Risco
Mendonça afirmou ainda que a abertura dos dados “colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações”.
Ele também citou a declaração de Fachin de que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos” e acrescentou que a situação “não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça”.
O ministro pediu que Fachin cobre explicações da PF sobre as circunstâncias em que uma cópia dos dados do celular chegou ao seu gabinete.
Mendonça apontou “divergência de informações” sobre o envio e quer saber também se houve “eventuais constrangimentos sofridos ao longo das investigações”.
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