MBL consegue assinaturas para registrar partido Missão
A certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral aponta o registro de 547.326 apoios em todo o país
O Movimento Brasil Livre (MBL), protagonista das históricas manifestações de 2015 e 2016, anunciou nesta quinta-feira, 26, ter alcançado o número mínimo de assinaturas para registrar o partido político Missão na Justiça Eleitoral.
A certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral aponta o registro de 547.326 apoios em todo o país.
O mínimo necessário era de 547 mil assinaturas.
Em live, os integrantes do movimento celebraram a validação das assinaturas em tempo real.
O secretário-geral do Missão, Victor Couto, leu por volta das 13h30 o certificado da Justiça Eleitoral comprovando os apoiamentos.
“É com esse documento que a gente pode ir para o TSE”, disse.
A vereadora Amanda Vettorazzo parabenizou o novo partido em suas redes sociais.
“Quero parabenizar o partido Missão pela finalização da coleta das 547 mil fichas necessárias para sua formação. A onça bebeu água, e esse é só o início.”
O que falta?
Apesar de ter reunido as assinaturas necessárias, o MBL ainda depende da aprovação do estatuto e do registro do órgão de direção nacional pela Corte Eleitoral para efetivar a criação do Missão.
O Missão será o 30º partido político do Brasil.
A expectativa do MBL é que a formalização do partido seja concluída a tempo de disputar as eleições de 2026.
Cláusula de barreira
Como mostrou Crusoé, a primeira missão será superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026, com a meta de eleger pelo menos 13 deputados federais.
Além disso, o movimento planeja lançar um candidato à Presidência para puxar votos para o Legislativo.
A expansão para o Nordeste, região onde a direita tradicional tem menos influência, é outra prioridade.
Nas eleições municipais de 2024, o MBL elegeu 14 representantes, incluindo Amanda Vettorazzo, em São Paulo, e Pedro Duarte, no Rio de Janeiro. Mesmo antigos membros e hoje desafetos, como Lucas Pavanato, bolsonarista radical e o vereador mais votado de São Paulo, ecoam a força do movimento.
“Isso reflete anos de trabalho consistente e mostra que estamos prontos para o próximo passo”, disse Renan Santos.
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Comentários (2)
Denise Pereira da Silva
27.06.2025 15:55Parabéns a todos que contribuíram para conseguir assinaturas válidas para o processo de formação do futuro (muito próximo) Partido Missão. Agora sim, podemos crer num futuro decente para esse país.
Fabio B
26.06.2025 15:30Eu vinha acompanhando de longe, mas nunca duvidei que o Missão sairia, pois o MBL já mostrou do que é capaz desde a sua primeira grande ação, o impeachment da Dilma. E isso foi quando ainda era um movimento recém-formado. Agora, com um partido próprio, o potencial é ainda maior. E o que sempre me chamou atenção no MBL é o fato de desde o início terem sido originais e atacados por todos os lados: pela esquerda (inclusive grande parte da imprensa) e pela direita (inicialmente olavista e atualmente bolsonarista/dissidente bolsonarista). Isso já diz muito. É um ponto fora da curva, até em escala mundial. E acho mais impressionante por terem surgido num país tão errado em tudo quanto o Brasil. Quem mal ouviu falar ou tem impressões rasas e negativas vindas de desafetos, sugiro buscarem conhecer o movimento com os próprios olhos. Principalmente para quem está já cansado, desiludido e acha que o país não tem saída. Repito, vale a pena conhecer o grupo. Seja pelas lives (três por dia!), pela excelente revista impressa "Valete" ou pela iniciativa do "Livro Amarelo", com as propostas que vão orientar seus candidatos. Algusn dizem, "ah, eles são minoria, não tem chance", então eu repito o que o Renan Santos sempre diz, "no mundo inteiro, as grandes mudanças sempre são protagonizadas por uma minoria mais organizada e obstinada nos seus objetivos". Depois de anos anulando voto ou escolhendo o “menos pior”, finalmente vou poder votar com convicção agora no partido Missão. 14!