Mauro Cid é descrito pela PGR como ‘peça-chave’ na tentativa de golpe
Segundo Paulo Gonet, o tenente-coronel atuou como elo direto entre Jair Bolsonaro e os demais integrantes da trama
A Procuradoria-Geral da República classificou o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), como uma das peças centrais na engrenagem da tentativa de golpe de Estado articulada após as eleições de 2022.
Em alegações finais entregues ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira, 14, a PGR afirma que Cid teve papel estratégico e operacional na organização criminosa que tentou impedir a posse de Lula.
Segundo a denúncia, Cid atuou como elo direto entre Bolsonaro e os demais integrantes da trama. Ele é apontado como responsável por organizar reuniões, transportar e compartilhar documentos golpistas, manter comunicação com militares e civis envolvidos no plano e preservar conteúdos comprometedores em seu celular, que se tornaram peça-chave nas investigações.
“Sua atuação foi fundamental para viabilizar, de forma prática, os objetivos delineados pela organização criminosa”, disse Gonet.
“MAURO CID participou de disseminação de desinformação sobre o sistema eletrônico de votação e coordenou reuniões com oficiais militares de alta patente e civis com vistas a articular um golpe de Estado. Integrou a elaboração de estratégias de ruptura institucional com o emprego das Forças Armadas – inclusive em uma articulação com oficiais do Exército para pressionar o então Comandante, General Freire Gomes, a aderir ao golpe –, e promovia a interlocução entre Governo de JAIR MESSIAS BOLSONARO e os financiadores das manifestações antidemocráticas”, descreve Gonet.
“O réu, portanto, não era mero executor ou subordinado administrativo, mas um agente dotado de autonomia operacional e confiança plena por parte do Presidente, com papel determinante na viabilização dos crimes narrados na denúncia, tendo contribuído de forma efetiva para a consolidação e funcionamento da organização criminosa”, complementa o procurador-geral da República.
Entre os materiais apontados como elementos de prova está a minuta de um decreto que previa a prisão de ministros do STF e do TSE e a realização de uma nova eleição presidencial — medida que seria adotada após um eventual golpe militar. A PGR também identificou registros de mensagens, áudios e anotações que demonstram a participação ativa de Cid na logística e na articulação do plano golpista.
“Sobressaem, em especial, os laudos periciais e as informações policiais produzidas a partir dos dados encontrados em seus aparelhos eletrônicos apreendidos, de onde constam diversos registros do envolvimento do réu em parte substancial das empreitadas da organização criminosa. Com a derrota eleitoral, MAURO CID escrevia em mensagens privadas que ‘a guerra não acabou’. Falava em ‘ponto de honra’ para o Exército e prometia ‘reversão do jogo’”, aponta a PGR.
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Comentários (2)
Marcia Elizabeth Brunetti
15.07.2025 09:16A guerra só vai acabar quando a família Bozo tiver que fugir do Brasil para nenhum ser preso. E não será o Trump a mandar um avião para salva-los. Kkkkkk
JEAN PAULO NIERO MAZON
15.07.2025 08:30Só mais 72h pessoal!