Marido de Zambelli tem contas bloqueadas pelo STF, diz defesa
Advogado afirma que Antônio Aginaldo foi para Israel após a prisão da parlamentar na Itália
O marido da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), Antônio Aginaldo de Oliveira, teve suas contas bancárias bloqueadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está em Israel sem previsão para retornar ao Brasil.
Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, que representa o casal, o salário de policial militar foi retido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O marido de Zambelli teria sido informado sobre o congelamento de suas contas no momento em que chegou em Israel.
“Aginaldo está em Israel e sem previsão de voltar ao Brasil. Ele está meio assustado. Recebeu com muita indignação [a decisão de Alexandre de Moraes de congelar as contas]. A aposentadoria dele foi bloqueada em 100%”
“Mas o mais bizarro é decisão do Moraes dizendo que ele poderia, no futuro, ajudar uma fugitiva. Bloqueia 100% e ele come o quê? Morre de fome? O que eles fazem é enforcar parentes e amigos próximos para que essas pessoas não aguentem. É uma tática medieval“, disse.
Audiência de Zambelli
A Justiça italiana marcou para quarta-feira, 13, uma nova audiência para analisar o pedido de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa no país desde 29 de julho.
A audiência ocorrerá na 4ª Seção do Tribunal de Apelação de Roma, onde serão avaliados os fundamentos legais para a extradição, com base na legislação italiana e nos tratados internacionais firmados entre Brasil e Itália.
Na primeira audiência, realizada em 1º de agosto, a Justiça determinou que Zambelli permanecesse detida durante o processo.
Ela foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invasão de sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, e estava foragida do país.
A deputada tem dupla cidadania e afirma ter pedido refúgio na Itália, alegando inocência e perseguição política.
Prisão na Itália, extradição ao Brasil
A prisão de Carla Zambelli na Itália ocorreu no fim de julho, em um apartamento localizado no bairro Aurélio, em Roma.
Até então, ela estava foragida da Justiça brasileira havia quase dois meses.
A ordem de sua detenção definitiva foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, período em que a deputada já não estava no país.
Moraes também determinou que o Ministério da Justiça formalizasse o pedido de extradição, fundamentado no tratado firmado entre Brasil e Itália.
A decisão do STF igualmente previu a perda imediata do mandato parlamentar da deputada, com comunicação ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Zambelli foi enviada ao presídio feminino Rebibbia, em Roma, uma instituição que abriga 369 mulheres, número superior em quase cem à sua capacidade total.
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