Lula vai transformar veto do PL da Dosimetria em “ato político”
A tendência é que o Planalto publique o veto justamente em 8 de janeiro do ano que vem
Em entrevista à Rádio Metrópole da Bahia, o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, declarou que o presidente da República pretende transformar o veto ao PL da Dosimetria em um ‘ato político’.
A tendência é que o Planalto publique o veto justamente em 8 de janeiro do ano que vem, marco de três anos dos ataques à Praça dos Três Poderes.
“Dia 8 de janeiro o presidente Lula vai fazer um ato para que a gente não deixe passar a lembrança daquele dia triste que foram afrontar a democracia. E não sei que dia que ele vai assinar o veto, mas ele vai assinar o veto daqui até o dia 8 de janeiro”, disse o parlamentar.
Na semana passada, o petista deu o recado e disse com todas as letras que iria barrar a proposta, que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
“Se houve acordo com governo, eu não fui informado. Então, se o presidente não foi informado, não houve acordo. Eu tenho dito já há algum tempo, eu não tenho dito agora. Tenho dito que as pessoas que cometeram crime contra a democracia brasileira terão que pagar contra os atos cometidos contra esse país. E portanto… nem terminou o julgamento ainda, nem terminou. Ainda tem gente sendo condenada e já resolvem diminuir as penas. Eu quero dizer a vocês que, com todo respeito que tenho ao Congresso Nacional, a hora que chegar na minha mesa, eu vetarei. Isso não é segredo para ninguém. Ao chegar na minha mesa, eu vetarei”, afirmou o petista durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.
PL da Dosimetria
O plenário do Senado Federal aprovou, na noite de quarta-feira da semana passada o projeto de lei que reduz penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foram 48 votos a favor e 25 contrários, além de uma abstenção. Trata-se de uma vitória parcial para a oposição, que prefere uma anistia do que uma redução de punição, mas uma derrota para o governo Lula (PT), que não deseja nenhum dos dois benefícios aos condenados.
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