Lula vai indicar Messias… de novo
Presidente Lula indicou a aliados que pretende enviar, mais uma vez, a mensagem com o nome de Jorge Messias ao Supremo
O presidente Lula indicou a aliados que vai insistir e enviará, novamente ao Senado, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao longo desta semana, conforme apurou Crusoé, Lula recebeu sinais de enfraquecimento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), junto a integrantes do Poder Judiciário. O clima de desconforto enfrentado por Alcolumbre na posse de Kassio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi um desses sinais recebidos por Lula.
Durante a posse de Nunes Marques, em diversos momentos, Alcolumbre ficou sozinho, isolado na sede do Tribunal Superior Eleitoral. Quem socorreu o presidente do Senado em alguns momentos foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Apesar disso, o petista busca o melhor time para enviar novamente a indicação de Messias. Há a expectativa de que Lula envie o nome de Messias novamente antes mesmo das eleições de outubro. J
á aliados do petista ponderam que uma nova mensagem presidencial seja enviada apenas após outubro, caso Lula seja reeleito.
Para Lula, conforme apurou Crusoé, a indicação de um ministro do Supremo Tribunal Federal é prerrogativa exclusiva do Poder Executivo. O petista, até hoje, não engoliu a rejeição de Messias e tem afirmado que a rejeição ao nome dele pode criar um precedente perigoso futuramente.
Durante reunião realizada instantes após a rejeição do nome de Messias, integrantes do Palácio do Planalto responsabilizararam Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes pela derrota. Messias foi barrado com 34 votos a favor e 42 contrários. A última vez que o Senado rejeitou uma indicação ao STF foi em 1894, durante o governo Floriano Peixoto.
Alcolumbre deixou claro a integrantes do governo Lula que ficou extremamente irritado com a indicação de Messias, ainda mais sem ser ouvido antes pelo presidente da República já que ele pretendia indicar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
Na avaliação do Planalto, Moraes também teve seus motivos para trabalhar contra Messias. O ministro do STF também era fiador da indicação de Pacheco e tinha receios de que Messias, no Supremo, pudesse endossar as posições do colega e padrinho de sabatina André Mendonça. Mendonça foi um dos personagens que atuou decisivamente para tentar emplacar o amigo no Supremo.
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