Lula usa fake news em entrevista, é confrontado e desconversa
Para o petista, o "dado concreto" é que a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida está nas redes sociais
O presidente Lula (PT) usou a fake news sobre Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, e desconversou ao ser confrontado pelos jornalistas da bancada.
Para o petista, o “dado concreto” é que a discussão está nas redes sociais.
O Antagonista reproduz abaixo o trecho da entrevista:
“[Lula]: Eu não sei que vocês vão perguntar, mas esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Não é aceitável. Não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida.
[Repórter]: Mas foi uma fake news, né, presidente?
[Lula]: Eu não sei se foi fake news…
[Repórter]: Foi uma informação sobre um projeto, que foi apresentado em 2007 e arquivado em 2008. A própria emissora pediu desculpas.
[Lula]: O dado concreto é que isso tá na rede social muito forte. Como já tem a experiência de terem chutado, não é a primeira vez, a Nossa Senhora Aparecida e dizer que ela não vai ser padroeira do Brasil. Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé. E eu só quero que todas as religiões respeitem as religiões. Todas. Eu respeito a religião evangélica. Eu quero que ele respeite a religião católica. Católica respeite ele. Eu quero que ele respeite as religiões de matriz africana. Porque é o seguinte: cada um professe a sua fé como quiser, sem magoar os outros.”
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Fake news
A fake news de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora começou a ser espalhada por lulistas e ganhou tração após ser mencionada na GloboNews, que pediu desculpas por reverberar a história.
Segundo a campanha do senador, uma publicação do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, foi a origem dos boatos.
Flávio recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra as publicações da intriga, e o ministro André Mendonça determinou que elas fossem apagadas.
Mesmo após a decisão, apoiadores de Lula seguiram alimentando a história, que surgiu com um projeto de lei de 2007 que foi arquivado no ano seguinte.
O ministro Flávio Dino cassou a decisão de Mendonça no domingo, 27, usando um processo que não tinha nada a ver com o assunto, sob a alegação de que não é possível dizer com certeza que o humorista Antonio Tabet publicou uma fake news.
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