Lula quer limite para juro do rotativo, diz Gleisi
De acordo com ministra, presidente acionou BC e Fazenda para conter encargos que ultrapassam 400% ao ano no cartão de crédito
De acordo com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda que elaborem um estudo sobre alternativas para reduzir os encargos cobrados no crédito rotativo do cartão de crédito.
“Como é que pode um juro que é uma Selic por mês no crédito rotativo? Isso não tem justificativa”, teria dito o presidente.
Taxas superiores a 400% ao ano
Os dados do Banco Central referentes a fevereiro deste ano registram taxa média de 435,9% ao ano no crédito rotativo, modalidade acionada quando o portador do cartão paga menos do que o valor total da fatura. O patamar equivale, na prática, a encargos mensais da ordem da taxa Selic, o que Lula considera sem respaldo.
Gleisi apontou o tabelamento do cheque especial como referência para uma eventual regulação do rotativo. A ministra lembrou ainda que uma lei já aprovada proíbe a cobrança de juros acima de 100% do valor original da dívida, mas que a norma aguarda regulamentação e segue sem aplicação prática.
“Se o juro do cheque especial já está tabelado, por que você não pode ter referência ali? Tem um projeto que foi aprovado que diz que você não pode pagar que 100% da dívida em juros, mas isso ainda não foi operacionalizado”, afirmou a ministra.
Dívida das famílias como foco do governo
Na quinta-feira, 26, em agenda em Anápolis (GO), Lula abordou o tema ao lado do novo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O presidente associou o endividamento das famílias à dificuldade de a população perceber os efeitos positivos dos indicadores macroeconômicos.
“Pedi ao meu ministro da Fazenda que a gente precisa tentar resolver esse problema da dívida das pessoas. Não quero que as pessoas deixem de endividar para ter coisas novas na vida. Não estou pedindo isso. O que queremos é ver como fazemos para facilitar o pagamento do que vocês devem e como podemos colocar na televisão uma política de ensino de administração do salário”, disse o presidente.
A medida sobre o rotativo integra um conjunto de iniciativas, as “bondades eleitorais”, que o Executivo articula para apresentar resultados à população. Lula tem cobrado de integrantes do governo respostas mais ágeis, por avaliar que a comunicação do Executivo não tem conseguido traduzir, para o dia a dia das famílias, os avanços que considera consolidados na gestão.
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Comentários (2)
Não são Bancos! No Brasil, são verdadeiros agiotas!!!
Osmair Mendonça
30.03.2026 22:09Já começaram fazer o diabo para ganhar as eleições.