Lula é desaprovado por 40% dos brasileiros, segundo pesquisa
Ipsos-Ipec aponta que gestão é vista como negativa pela maior parte da população; índice de rejeição da forma de governar chega a 52%
De acordo com a pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira, 9, 40% dos brasileiros consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ruim ou péssimo. Este percentual representa um acréscimo de dois pontos percentuais em comparação com a medição anterior, realizada em setembro, quando a reprovação somava 38%.
A avaliação positiva, classificada como bom ou ótimo, manteve-se estável em 30% dos entrevistados. Por outro lado, a categoria “regular” registrou uma queda, passando de 31% em setembro para 29% na pesquisa mais recente.
O instituto ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 8 de dezembro, de 131 cidades do país. A margem de erro estimada para os resultados é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Rejeição da “forma de administrar” e percepção do mandato
No que diz respeito à administração do país, 52% dos participantes desaprovam a maneira como o presidente Lula está conduzindo o trabalho. O número de desaprovação registrou uma leve alta, partindo de 51% em setembro.
Aqueles que aprovam a gestão somam 42% do eleitorado, indicando uma redução de dois pontos em relação aos 44% registrados na pesquisa anterior. A avaliação da confiança no presidente segue um padrão semelhante.
A maioria dos entrevistados, 56%, declara não ter confiança no presidente, um número que permaneceu inalterado desde setembro. Já o índice de confiança chegou a 40%, oscilando um ponto para baixo em comparação com os 41% de setembro.
Questionados sobre a expectativa em relação ao governo, 43% dos cidadãos avaliam que a gestão está pior do que o esperado. Apenas 24% afirmam que o desempenho está melhor, enquanto 31% consideram que está igual ao que se esperava.
Diferenças regionais e preferências de voto
Os números de avaliação e aprovação do governo demonstram polarização acentuada, baseada em fatores como orientação eleitoral anterior, nível de escolaridade, renda e região.
O maior índice de avaliação negativa (ruim ou péssimo) concentra-se entre aqueles que votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2022, atingindo 67%. Nesse mesmo grupo, a desaprovação da administração sobe para 88%.
A avaliação negativa também é elevada entre moradores da região Sul, alcançando 51%. Essa rejeição é ainda mais expressiva entre eleitores evangélicos (47%) e aqueles que se autodeclaram brancos (46%).
Em contraste, a avaliação positiva é mais expressiva entre os que votaram em Lula em 2022 (62%). A aprovação da maneira de governar chega a 80% neste segmento.
Os moradores do Nordeste também demonstram apoio significativo (41% de avaliação positiva e 58% de aprovação). As taxas de avaliação positiva são maiores entre os menos escolarizados (39%) e entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo (40%).
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