Lula diz que jabuticaba acalma e menciona envio a Trump e Xi Jinping
Declaração foi feita na Embrapa, em Planaltina (DF), durante evento sobre inovação no agro; Presidente volta a citar o envio da fruta ao líder americano em nova referência pública
O presidente Lula afirmou, nesta quinta-feira, 23, que pretende levar “jabuticaba” a líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. Segundo Lula, a fruta brasileira teria efeito “calmante”. A declaração foi feita durante participação em evento promovido pela Embrapa, em Planaltina-DF
“Agora, quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá”, afirmou o presidente. Na sequência, Lula acrescentou que o Brasil possui “um potencial extraordinário”, afirmou.
A fala sobre a jabuticaba não é inédita. No ano passado, em julho, Lula também fez referências à fruta em declarações públicas direcionadas ao presidente americano. “Eu vim chupar jabuticaba de manhã, porque eu duvido que alguém que chupe jabuticaba fique de mau humor. Eu vou levar jabuticaba para você, Trump”, disse em gravação publicada nas redes sociais.
Na sequência, o presidente associou a fruta à necessidade de cooperação entre países. “Você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária. Precisa de muita união e de muita relação diplomática”, disse.
Em outra ocasião, em agosto, Lula também gravou um vídeo direcionado ao líder americano, no qual o convida a visitar o Brasil. Na mensagem, o presidente aparece plantando sementes e afirma: “Espero que um dia você possa visitar a gente e possamos conversar para que você conheça o Brasil verdadeiro. Isso aqui é um exemplo. Estou plantando comida e não plantando violência e plantando ódio“, acrescentou.
Tensões
A relação entre Brasil e Estados Unidos atravessa um momento de tensão após a prisão e liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem em território norte-americano. O episódio levou o governo dos EUA a determinar a saída do delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava no país e provocou reação do Palácio do Planalto com base no princípio da reciprocidade.
Leia mais: EUA expulsam “funcionário brasileiro” por “manipular sistema de imigração”
Nesta quarta-feira, 22, o presidente Lula usou as redes sociais para aprovar, publicamente, a decisão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suspender as credenciais de um agente americano que operava em no Brasil: “Parabéns pela sua posição em relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltar a normalidade”.
O policial dos Estados Unidos, alocado em uma unidade da PF em Brasília, perdeu o acesso às instalações da corporação e às bases de dados compartilhadas no âmbito da cooperação bilateral.
Segundo o chefe da PF, o procedimento aplicado ao servidor americano é idêntico ao que o governo Trump impôs ao delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).
Leia também: Lula ameaça EUA: “O que fizeram conosco, a gente vai fazer com eles”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)