Lula divide clã de Cleitinho antes de visita a Minas
Presença do petista em Divinópolis expõe divergências entre senador, deputado estadual e ex-prefeito da mesma família
A possível visita de Lula a Divinópolis, no próximo dia 19, já provocou um racha público na família do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), um dos nomes cotados para a disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026.
Enquanto Cleitinho afirmou que o presidente será “muito bem recebido” na cidade, seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), reagiu nas redes sociais e declarou que Lula não é bem-vindo por ele “nem pela maioria dos divinopolitanos”.
A agenda presidencial ainda não foi oficialmente confirmada pelo Palácio do Planalto. A expectativa é que Lula participe da inauguração do Hospital Regional de Divinópolis, obra que se tornou alvo de disputa política entre aliados do governo federal e representantes da gestão mineira.
Da tribuna do Senado, Cleitinho defendeu a presença do presidente e criticou a disputa pela autoria do empreendimento. Segundo ele, os recursos empregados na unidade pertencem à população e não a governos específicos. O senador também agradeceu a articulação de integrantes do governo federal para viabilizar o funcionamento do hospital.
Eduardo adotou posição oposta. Em nota, afirmou que Lula tenta se beneficiar politicamente de uma obra que, segundo ele, foi concluída pelo governo de Minas Gerais. O parlamentar também compartilhou declarações do ex-governador Romeu Zema (Novo), que reivindica para o estado o protagonismo na entrega da unidade.
O ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão gêmeo de Cleitinho, tentou reduzir a temperatura da disputa. Ele afirmou que comparecerá à inauguração caso seja convidado, independentemente da presença de Lula, e sustentou que o hospital “é do povo”.
A controvérsia gira em torno da participação de diferentes entes federativos no projeto. As obras foram retomadas e concluídas com recursos do acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Brumadinho, administrados pelo governo mineiro. Já a operação da unidade ficará sob responsabilidade da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), com financiamento da União.
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