Lula discute segurança nas fronteiras com comandantes das Forças Armadas
Encontro ocorreu no Palácio do Planalto, dias após a operação dos Estados Unidos que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro
O presidente Lula (PT) se reuniu na quinta-feira, 15, com os comandantes da Marinha, almirante Marcos Olsen, do Exército, general Tomás Miguel Paiva, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno, no Palácio do Planalto. O ministro da Defesa, José Mucio, também participou da reunião.
Segundo o Ministério da Defesa, na pauta estiveram presentes temas relacionados à defesa nacional, como a segurança nas fronteiras do Brasil, os projetos estratégicos de defesa e a necessidade de ampliação do orçamento no setor.
A reunião ocorre 12 dias depois da operação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que foi condenada por Lula. Em nota publicada nas redes sociais em 3 de janeiro, sem citar diretamente o nome de Maduro, o petista afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.
Segundo Lula, “esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional“. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
O presidente brasileiro disse ainda que “a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”. “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.
Em conversa por telefone com o ditador russo, Vladimir Putin, na quarta-feira, 14, a situação da Venezuela foi discutida.
“Enfatizaram que a Rússia e o Brasil compartilham posições fundamentais quanto à garantia da soberania e dos interesses nacionais da República Bolivariana. Além disso, concordaram em continuar coordenando seus esforços, inclusive no âmbito da ONU e por meio do BRICS, com o objetivo de reduzir as tensões na América Latina e em outras regiões do mundo”, disse o Kremlin, em comunicado.
Maioria acha que Lula errou
A maioria dos brasileiros acha que Lula errou aos condenar a operação militar dos Estados Unidos de captura de Maduro.
Segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quinta-feira, 15, a postura do petista em relação à operação foi certa para 37% e errada para 51%. Os que não souberam ou não responderam são 12%.
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Comentários (1)
Edilson
16.01.2026 17:05Lula e o Putin - um gambá só cheira o outro - já dizia minha avó.