Lula demite Nísia Trindade e Padilha assume em primeira etapa da reforma ministerial
Outra mudança deve ocorrer na Secretaria-Geral da Presidência da República. Gleisi Hoffmann deve assumir o cargo no lugar de Márcio Macêdo
O presidente Lula oficializou, nesta terça-feira, 25, a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, como primeira etapa da ampla reforma ministerial que o petista vai desencadear nas próximas semanas.
Agora, a pasta será destinada ao petista Alexandre Padilha, hoje ministro das Relações Institucionais. Lula chegou a cogitar a substituição de Nísia por Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde e atual presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Mas foi convencido pelo núcleo duro do Palácio que Padilha poderia ter maior desenvoltura nessa função no momento em que o governo precisa, urgentemente, mostrar resultados.
Lula comunicou a exoneração da ministra em reunião realizada nesta terça no Palácio do Planalto. No entanto, o petista decidiu na semana passada fazer a mudança. Em nota oficial, o Planalto disse que Lula agradeceu Nísia pelo “trabalho e dedicação à frente do ministério”.
Como mostramos, a própria Nísia tentou – sem sucesso – buscar apoio do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
Nísia passou a ser alvo do próprio Lula nas últimas semanas. Esse desconforto aumentou ao longo de fevereiro, quando o presidente da República registrou seu pior índice de popularidade entre todas as suas gestões. Para o petista, o Ministério da Saúde ainda não apresentou qualquer política pública de impacto que possa melhorar os índices de aprovação do petista.
Lula colocou na conta de Nísia os atrasos para a implementação do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), uma das apostas do petista para dar nova visibilidade à saúde pública. A política era vista como uma oportunidade de mostrar avanços do governo na área, mas, até agora, os resultados não conseguiram convencer o presidente.
Efeito cascata da saída de Nísia
A exoneração de Nísia Trindade vai provocar um efeito cascata na cozinha do Palácio do Planalto. Com a saída de Padilha para assumir a Saúde, a tendência é que esse cargo fique com o atual ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).
Ainda no redesenho da Esplanada, há a possibilidade de que essa função que hoje é de Silvio Costa Filho, caia nas mãos do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco.
Outra mudança deve ocorrer na Secretaria-Geral da Presidência da República. Gleisi Hoffmann deve assumir o cargo no lugar de Márcio Macêdo.
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Comentários (2)
LuÃs Silviano Marka
26.02.2025 08:45Cadê as feministas babando de raiva, em fúria, arrancando os cabelos em desespero? Imagina se o Bolsonaro tivesse demitido uma ministra mulher, o que estaria rolando na mídia? No mínimo, sendo chamado de misógino, patriarca opressor.
Claudemir Silvestre
25.02.2025 22:25Trocou 6 por meia dúzia 🤷🏻