Lula chama Bolsonaro de “homicida” e exalta Alckmin: “Com ele não vai ter golpe”
Petista participou da convenção nacional do PSB, que aprovou a candidatura de Alckmin a vice-presidente na chapa de Lula
O presidente Lula (PT) criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e exaltou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) durante discurso na convenção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), nesta quarta-feira, 29. No evento, o PSB aprovou a candidatura de Alckmin a vice-presidente na chapa encabeçada pelo petista nas eleições deste ano.
“O Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa. É aquela pessoa que você pode deitar com a certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no país. E eu posso dizer que, com o Alckmin, a gente nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte. Porque o Alckmin, antes de tudo, é um homem de muita lealdade, de muita capacidade de trabalho e de muita honestidade. Eu sou muito grato de ter o Geraldo como meu vice”, declarou Lula.
Já em relação a Bolsonaro, o petista o chamou de “homicida“ e o responsabilizou por mortes na pandemia de covid-19. “Veio a Covid e o SUS finalmente conseguiu ter a visibilidade por causa da decência dos médicos, das enfermeiras, dos faxineiros, dos motoristas, que colocaram a sua vida em risco para salvar quem estava nas mãos de um homicida chamado Bolsonaro, que é responsável por mais da metade das pessoas que morreram neste país”, disse Lula.
A chapa Lula-Alckmin vai enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair, nas urnas neste ano.
Em seu discurso na convenção hoje, o pré-candidato do PSB criticou o bolsonarismo e o ex-presidente, relembrando, entre outros temas, as mortes na pandemia de covid-19, a tentativa de golpe de Estado ocorrida no país entre 2022 e 2023, pela qual Bolsonaro foi condenado, e a atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
“Há não muito tempo atrás, a gente via andar pelas ruas do Brasil um bordão dos extremistas, e esse bordão era ‘Deus, pátria, família e liberdade’. Deus é amor, Deus é misericórdia. Não é possível usar o nome de Deus em vão para promover a violência, promover o ódio, para propor, arquitetar, o assassinato daqueles que o povo legitimamente elegeu pelas urnas”, disse Alckmin.
“Pátria é a união, não é entreguismo, não é você trabalhar lá fora contra o interesse do nosso país, contra o emprego, contra as empresas, de maneira servil. Família é a paixão. Não é possível falar de família com nós tendo 700 mil famílias pela displicência, pelo descaso do governo frente à doença. Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia“.
Ele prosseguiu: “A democracia é a guardiã da liberdade. Não é possível falar em liberdade como, no segundo turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição propondo a derrubada do governo eleito. Aliás, quem não acredita na democracia não devia nem disputar a eleição, não devia pedir o voto para o povo brasileiro, se não acredita no povo, que deve ser o protagonista de todas as eleições. Mas sempre a verdade prevalece”.
A campanha eleitoral começará em 16 de agosto, e o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
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