“Lula acha que é o rei do Brasil”, diz Flávio Bolsonaro
Pré-candidato ao Palácio do Planalto critica carga tributária, aponta impacto no bolso do trabalhador e compara governo a monarquia
O senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a carga tributária brasileira e afirmou que o presidente Lula “se comporta como um monarca”, em declaração feita nas redes sociais nesta terça-feira, 21. A fala foi acompanhada por uma sequência de críticas ao sistema de impostos, ao custo de vida e ao que classificou como ineficiência na prestação de serviços públicos.
Ao fazer referência a Tiradentes, o parlamentar traçou um paralelo entre o período colonial e o cenário atual de tributação no país. “Tiradentes, o homem que dá nome para esse feriado, lutou contra o imposto de 20%. Dá pra acreditar? Ele não só lutou, ele lutou e morreu”, afirmou. Em seguida, ampliou a crítica: “Imagina se ele soubesse que mais de 230 anos depois da sua morte, o imposto é muito maior do que por 20% e que a carga tributária no Brasil superou os 32% do PIB do paraíso do mundo”, acrescentou.
O pré-candidato utilizou o exemplo histórico para sustentar a tese de que o peso dos tributos no Brasil compromete diretamente a renda da população. “Imagina a reação de Tiradentes se ele soubesse que um cidadão tem que trabalhar 140 dias, quase metade do ano, só para pagar imposto. São quase cinco meses de um ano dedicados só para sustentar o governo ultrapassado e falido”, disse.
Na avaliação de Flávio Bolsonaro, a política fiscal adotada pelo governo federal tem ampliado a pressão sobre o contribuinte. “O governo aumenta um novo imposto a cada 37 dias. Você paga até quando nem percebe que está pagando o que volta para você”, afirmou. Ele também criticou a relação entre arrecadação e serviços entregues à população: “Saúde precária, violência, obras inacabadas, estatais roubadas”.
O parlamentar ainda mencionou o impacto da carga tributária sobre o custo de vida e o consumo das famílias. “Tem gente parcelando o arroz e o feijão no cartão de crédito”, disse.
Ao comparar diferentes momentos recentes da economia, Flávio Bolsonaro também fez referência ao valor de benefícios sociais. “600 reais no governo Bolsonaro dava para encher o carrinho de compras no mercado, hoje mal dá para pagar as dívidas”, destacou, ao sugerir perda de poder aquisitivo.
As críticas se intensificaram ao tratar diretamente do presidente que viajou recentente à Europa. “Lula acha que é o rei do Brasil, se comporta como monarca ultrapassado e só pensa em uma coisa, arrancar dinheiro do trabalhador para bancar uma corte luxuosa e um privilégio de meia dúzia de marajás”, declarou.
O pré-candidato voltou a recorrer à comparação histórica para reforçar o argumento político. “A diferença entre a época de Tiradentes e agora é só quem está cobrando o imposto. Lá atrás era Portugal, hoje é o Lula”, concluiu.
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