Luiz Gaziri na Crusoé: Você é muito esperto para ser enganado?
Quando informações mostram que tomamos uma decisão equivocada, nossa visão otimista sobre nós mesmos gera a dissonância cognitiva
No final de fevereiro de 1988, o Opera Hall em Sydney, Austrália, estava lotado para o espetáculo de um novo fenômeno americano.
Não se tratava de uma banda de rock ou algo do gênero, e sim, do médium José Alvarez.
Ao subir no palco acompanhado por uma enfermeira, Alvarez se sentava em uma poltrona e, minutos depois, seu pulso começava a não mostrar mais sinais.
À beira da morte, retorcendo seu corpo em agonia, de repente, uma força oculta o tomava e Alvarez retornava à vida. No entanto, ele não respondia mais como José Alvarez, e sim, como Carlos.
“Eu sou Carlos” dizia o médium, afirmando ser um espírito de mais de 2 mil anos que usava o corpo de Alvarez para trazer ensinamentos que marcariam uma nova era para a humanidade.
Carlos carregava consigo alguns cristais que, segundo ele, tinham poderes desconhecidos e curavam inúmeras doenças.
Em aparições públicas, a equipe do médium comercializava produtos como pingentes de cristal, um livro de sua autoria e até mesmo frascos que continham as lágrimas de Carlos.
Durante a apresentação no Opera Hall, centenas de perguntas em pedaços de papel eram enviadas a Carlos: a maioria, suplicando pela cura de doenças.
Incrivelmente, ao responder as questões, Carlos dava a descrição completa da pessoa que havia feito à pergunta.
“Essa pergunta foi feita por uma senhora que está usando um colar de pérolas, mas elas são feitas de vidro. Se…
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