Lindbergh protesta contra decisão do BC sobre juros
Deputado petista afirma que investidores esperavam corte de 0,25 ponto percentual caso Flávio fosse eleito
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) criticou nesta quarta-feira, 4, a decisão do Banco Central (BC) de interromper o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, e manteve a taxa em 13,75% ao ano.
A taxa permanece acima do patamar registrado em março de 2025, quando estava em 13,25%. O atual ciclo de redução dos juros teve início em março deste ano. Antes disso, a Selic havia permanecido em 15% ao ano desde junho de 2025.
Em postagem no X, o parlamentar acusou o mercado financeiro de mudar suas expectativas para a taxa de juros após a vitória de Lula nas eleições. Segundo Lindbergh, investidores projetavam um corte de 0,25 ponto percentual caso Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito.
“Vergonha!!!! BC interrompe queda de juros porque o Lula ganhou. Simples assim! Até a sexta-feira antes das eleições os mercados precificavam vitória do Flávio Bolsonaro e queda de 0,25 na taxa Selic. Lula ganhou, e o mercado decidiu rebaixar as expectativas e apostou no freio da queda de juros. O povo vota, mas, quem manda são os barões da Faria Lima? Vergonha! Não dá pra aceitar isso”, escreveu no X.
Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, continuam mais elevados do que o habitual, com predominância dos riscos de alta.
“Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto positivo”, diz o comunicado.
Leia mais: BC interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 13,75% ao ano
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