Líder do PT pede a Moraes a prisão preventiva de Jair Bolsonaro
Lindbergh Farias aponta a necessidade de garantir a ordem pública e econômica, o descumprimento reiterado de medidas cautelares
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta sexta-feira, 22, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido aponta três fundamentos principais: a necessidade de garantir a ordem pública e econômica, o descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas pela corte e o risco concreto de fuga do país.
Segundo a peça, relatórios da Polícia Federal mostram que Bolsonaro teria voltado a usar redes sociais por meio de terceiros e criado listas de transmissão para mobilizar apoiadores, apesar da proibição judicial. Também teria mantido contato com aliados investigados, como o general Walter Braga Netto, em descumprimento a outra medida cautelar.
Lindbergh afirma ainda que foi encontrada minuta de pedido de asilo político ao governo da Argentina, o que, segundo ele, demonstra risco de evasão para escapar da jurisdição brasileira. A peça usa como elementos de prova os achados da Polícia Federal no inquérito que apontou Jair Bolsonaro como integrante de um plano para obstruir a Justiça Brasileira.
“É importante registrar que Jair Bolsonaro e seus aliados atuam em lógica de crise permanente, utilizando o conflito com o Judiciário e com os órgãos de persecução penal como instrumento político”, diz o texto.
“Esse modus operandi cria um cenário de tensão contínua, em que cada decisão judicial é transformada em combustível para novas mobilizações e narrativas de perseguição, ampliando a instabilidade social e econômica do país”, acrescenta o parlamentar petista.
Prisão preventiva do Jair Bolsonaro e os atos de 8 de janeiro
A petição sustenta que as condutas de Bolsonaro integram um “processo contínuo de radicalização”, que inclui desde os atos de 8 de janeiro até articulações internacionais com sanções aplicadas ao Brasil, como a revogação de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky por outros países.
“O descumprimento das medidas cautelares não se deu de forma isolada: foi reiterado, coordenado e orientado por um propósito político de manter ativa a mobilização golpista, mesmo após as decisões judiciais. A conduta reiterada de descumprimento afasta qualquer alegação de desconhecimento ou surpresa, pois as medidas cautelares haviam sido clara e expressamente comunicadas ao representado”, acrescenta Lindbergh.
O julgamento da ação penal contra o ex-presidente está previsto para começar em 2 de setembro. Lindbergh afirma que a proximidade da análise pelo Supremo aumenta a necessidade da prisão, para evitar pressões políticas e internacionais sobre a corte.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Luis Eduardo Rezende Caracik
22.08.2025 15:23Me desculpe deputado. Isto é assunto do MPF e da Justiça. Não se meta apenas para aumentar a temperatura. Já nos bastam os fatos. Aproveitando, por que não interpela seu líder Lula para explicar a indicação para lá de estranha, de uma pessoa com um histórico péssimo, para a ANAC?