Léo Índio, réu do 8 de janeiro, anuncia luta contra argentino
Primo de Flávio, Carlos e Eduardo, que está na Argentina e tem prisão preventiva decretada pelo STF, divulgou evento marcado para o dia 29
Réu por participação nos ataques de 8 de janeiro e alvo de prisão preventiva decretada em abril de 2025, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, divulgou nas redes sociais que vai lutar no dia 29 contra o argentino Blas Jabornisky. O combate integra evento da empresa Loop Strema.
Léo Índio é primo de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. É sobrinho de Rogéria Nantes, ex-mulher de Bolsonaro e mãe dos três.
Evento terá ingressos a partir de R$ 35,50
A peça de divulgação, compartilhada pelo próprio Léo Índio, traz foto em que ele aparece abraçado a Bolsonaro. O texto promete “lutas, personalidades do streming, shows ao vivo e muitas surpresas”.
A organização anunciou também a presença de Juliana “Furia” Scaglione, ex-participante da edição argentina do reality show Big Brother, como “convidada especial”. Os ingressos custam de R$ 35,50 a R$ 106,70.
Em 2024, Léo Índio concorreu a vereador em Cascavel (PR) com o nome de urna “Léo Bolsonaro”. Não foi eleito e ficou na suplência.
Acusação cita imagens diante do Congresso
Ele foi para a Argentina enquanto as investigações avançavam. Em abril de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prendê-lo preventivamente.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Na denúncia, o órgão afirma que Léo Índio “registrou e divulgou na internet imagens em frente ao Congresso Nacional, no momento em que participava dos atos de invasão e depredação às sedes dos Três Poderes”.
A PGR sustenta ainda que ele “também esteve envolvido em outras atividades de cunho antidemocrático, dentre elas as manifestações ocorridas em acampamentos erguidos após as eleições presidenciais de 2022, em frente a unidades militares”.
A defesa nega as acusações. Em resposta à denúncia, os advogados disseram que ele “não participou de qualquer ato de invasão ou depredação de patrimônio público, estando presente apenas em uma manifestação pacífica, a qual evoluiu para um tumulto inesperado”.
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