Lei da misoginia poderia levar Neymar à prisão, diz Nikolas
Deputado volta a criticar proposta e promete atuar contra tramitação
O deputado federal Nikolas Ferreira (foto) afirmou nesta sexta-feira, 3, que o projeto que criminaliza a misoginia poderia levar o jogador Neymar Jr. à prisão, caso fosse aprovado.
Em publicação nas redes sociais, ele criticou a proposta e prometeu atuar contra a tramitação.
“Se a lei da misoginia for aprovada, casos como esse, levaria Neymar pra cadeia. Foi como eu disse, essa lei é uma aberração. Derrubaremos isso na câmara”, escreveu o parlamentar no X.
A declaração foi feita após polêmica envolvendo Neymar em partida do Campeonato Brasileiro, quando o jogador usou uma expressão considerada pejorativa em relação a mulheres ao comentar a arbitragem.
“Sávio é assim, acordou meio de ‘Chico’”, afirmou o jogador.
Embate entre Nikolas e Janja
A aprovação do projeto no Senado também provocou embate entre Nikolas Ferreira e a primeira-dama, Janja. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela criticou o que chamou de disseminação de informações falsas em relação ao projeto.
“Tô passando aqui hoje pra comentar com vocês que foi aprovado nesta semana, por unanimidade, o projeto de lei que criminaliza a misoginia. Eu queria também deixar registrado um pouquinho da minha revolta com certo grupo de homens, talvez um em específico, que tem a cara de pau de ir na internet fraudar um projeto de lei disseminando fake news. Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras, uma mulher era assassinada”, afirmou.
Nikolas respondeu com outro vídeo, no qual rebateu as críticas de Janja.
“Não adianta, com essa cara de sonsa sua querer enganar alguém. Esse projeto é, literalmente, uma forma de controlar o que pode ou não pode ser dito”, afirmou.
“Entre 2003 e 2013, o governo do PT e o seu marido governou o Brasil. E aumentou a morte de mulheres em quase 10%.”
Proposta no Senado
O projeto aprovado pelos senadores equipara a misoginia ao crime de racismo.
A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato e teve relatoria de Soraya Thronicke. O texto foi aprovado por 67 votos favoráveis, sem registros contrários.
Ao equiparar a misoginia ao racismo, o projeto torna o crime imprescritível e inafiançável, submetendo os infratores às mesmas punições aplicadas a casos de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade.
A pena prevista é de um a três anos de reclusão, além de multa, com cumprimento inicial em regime fechado.
Nos casos de injúria motivada por misoginia, a pena será de dois a cinco anos de reclusão e multa, podendo ser aumentada em 50% se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
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