Kassab defende “cautela” em debate sobre anistia
Líder do PSD admite discutir anistia a Bolsonaro, mas descartou apoiar perdão "amplo geral e irrestrito"
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, defendeu nesta quinta-feira, a discussão sobre uma possível anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
“Em algum aspecto, analisar o envolvimento dele [Jair Bolsonaro], a participação dele nos processos, eu não acho errado. Ele pode ser anistiado em relação à questão de prisão, em relação a uma punição que não seja a inelegibilidade, ou até em relação a outras questões que não envolvam a elegibilidade. Ou por que não também discutir a questão da elegibilidade?“, disse à GloboNews.
O mandatário, no entanto, destacou a necessidade “cautela e calma” no debate e disse ser pessoalmente contrário a uma anistia ampla, geral e irrestrita.
“Quando você fala em anistia, você não está falando em nenhuma aberração. Eu não tenho nenhum constrangimento em defender que seja debatido esse tema, mas que seja debatido também com cautela. Uma anistia pode ser feita de uma maneira modular, pode ser feita com muita calma”, afirmou.
“Eu tenho a minha opinião pessoal: acredito que uma anistia ampla, geral e irrestrita não convém, não é positiva para o Brasil neste momento. Mas também, no momento em que a gente defende uma anistia, se eu, como parlamentar e protagonista nesse processo, já colocasse uma posição pessoal dizendo: ‘Olha, eu defendo, desde que não aconteça isso, isso e aquilo…’, você estaria começando errado”, acrescentou.
Candidatura própria
Kassab afirmou que comunicou ao presidente Lula (PT) a intenção do partido de lançar candidatura própria à Presidência da República em 2026. Atualmente, o PSD ocupa três ministérios no governo federal.
“Ficou claro para o presidente, e isso ficou registrado nesse almoço, que o PSD caminha para ter candidatura própria para a Presidência da República. Temos dois pré-candidatos”, declarou Kassab.
Os nomes cotados para disputar o Planalto pelo partido são o governador do Paraná, Ratinho Junior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
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