Justiça manda analisar celular apreendido na cela de Jairinho
Ministério Público quer verificar mensagens, contatos e possíveis articulações feitas de dentro do presídio
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular encontrado na cela do ex-vereador Dr. Jairinho (foto), condenado pela morte do menino Henry Borel. A decisão atende a um pedido do Ministério Público, que quer analisar o conteúdo do aparelho apreendido no Complexo de Gericinó.
Segundo a decisão, a extração dos dados ficará a cargo da Divisão Especial de Inteligência Cibernética.
O objetivo é verificar se Jairinho manteve contato com pessoas fora do presídio e se houve qualquer tentativa de interferir na investigação ou em eventual novo julgamento.
Ao justificar o pedido, o promotor Fábio Vieira dos Santos afirmou:
“A medida é necessária para a apuração de circunstâncias relacionadas à custódia provisória do acusado e à eventual influência por ele exercida sobre pessoas no meio externo durante o período de segregação cautelar, bem como para a identificação de possíveis contatos, comunicações e articulações que possam repercutir na regularidade da persecução penal.”
O promotor disse ainda:
“É imprescindível verificar eventual conduta do acusado apta a interferir na produção da prova, na instrução penal ou em futura sessão plenária, caso venha a ser determinado novo julgamento.”
Jairinho foi condenado a 43 anos e nove meses de prisão pelo homicídio de Henry Borel.
A defesa pede a anulação do julgamento, alegando parcialidade da magistrada responsável pelo caso.
Na última semana, Jairinho foi colocado em isolamento após o celular ser localizado na cela. A Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que também abriu um procedimento para apurar como o aparelho entrou no presídio e se houve participação de servidores da unidade.
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