Justiça encerra greve dos Correios e fixa reajuste
Tribunal Superior do Trabalho (TST) impõe volta ao trabalho, reajuste retroativo e nova regra para plano de saúde da estatal
O Tribunal Superior do Trabalho (TST)determinou, nesta quinta-feira, 24, o encerramento da greve dos trabalhadores dos Correios, com retomada das atividades marcada para sexta-feira, 25.
A corte definiu reajuste salarial de 4,09%, calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e válido desde 1º de agosto. O julgamento atendeu parcialmente a um dissídio coletivo movido pela direção da estatal.
Reajuste alcança benefícios
O percentual definido pelo tribunal não se limita aos salários: vale-refeição e bolsa-creche também serão corrigidos no mesmo índice. Outra definição favorável à categoria foi a dispensa de desconto pelos dias de paralisação, que poderão ser compensados posteriormente pelos funcionários.
A relatoria rejeitou o pedido dos Correios para classificar o movimento grevista como abusivo, o que teria permitido a cobrança de multa dos sindicatos por, segundo a empresa, não terem garantido 80% do quadro em atividade durante a greve.
Plano de saúde muda de modelo
Em contrapartida, o colegiado aceitou solicitação da estatal para alterar o modelo do plano de saúde oferecido aos empregados. A companhia deixa de ser mantenedora do benefício, ou seja, não arcará mais sozinha com todos os riscos financeiros associados. Até a definição de um novo formato, prevalecem as regras já em vigor.
Segundo documento enviado pelos Correios ao tribunal, a falta de funcionários já comprometia a operação da empresa: “A insuficiência de pessoal em unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e suporte compromete elos interdependentes da cadeia postal”.
Com o fim da paralisação, a estatal aguarda decisão sobre um empréstimo de R$ 7 bilhões junto a bancos, com aval da União — recurso semelhante a outro de R$ 12 bilhões obtido no fim do ano anterior para quitar dívidas.
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