Justiça condena psicólogo a 55 anos por estupro de menores
Decisão aponta abusos contra três meninos em Valinhos entre 2023 e 2024; defesa recorre e caso tramita sob segredo de justiça
A justiça de São Paulo condenou, nesta terça, 26, o psicólogo infantil Rafael Ladenthin Menezes a 55 anos e 5 meses de prisão por estupro de vulneráveis.
Segundo a sentença, os crimes ocorreram durante sessões de terapia na clínica do profissional em Valinhos, na região de Campinas, e vitimaram três meninos de 11 a 13 anos. A decisão afirma que houve exploração da vulnerabilidade dos pacientes no contexto terapêutico.
De acordo com o processo, os abusos foram praticados em 2023 e 2024. A condenação considera relatos e provas reunidas pela investigação, que atribuíram a Menezes a autoria dos atos durante atendimentos. A justiça paulista também fixou pagamento de R$ 20 mil a título de indenização para cada uma das vítimas.
O condenado está preso preventivamente desde julho de 2024. A manutenção da custódia foi mencionada no contexto da execução provisória da pena após a decisão de primeira instância. O órgão judicial não detalhou, no documento, eventuais medidas adicionais de proteção às famílias.
A defesa de Rafael Ladenthin Menezes recorreu da decisão. No recurso, os advogados apontam possíveis nulidades processuais e alegam cerceamento de defesa. O tribunal não informou prazo para julgamento do recurso. Até a análise pela instância competente, permanecem válidos os termos da condenação.
O caso tramita sob segredo de justiça. Por esse motivo, informações sensíveis dos autos não foram divulgadas publicamente. O sigilo foi aplicado em razão da natureza dos crimes e da idade das vítimas, conforme consta na decisão. Não há, no processo, divulgação de trechos de laudos ou de depoimentos que permitam identificar os meninos.
A sentença descreve que os crimes se deram no ambiente de consultório, durante atendimentos regulares. A justiça de São Paulo considerou que o vínculo terapêutico e a idade dos pacientes configuraram o cenário de vulnerabilidade. O texto da decisão enfatiza que a responsabilidade profissional foi usada para praticar os atos, o que reforçou a gravidade jurídica dos fatos.
Com a condenação, Menezes deverá cumprir pena privativa de liberdade e pagar as indenizações cíveis fixadas. A execução definitiva, no entanto, depende do trânsito em julgado, etapa não alcançada enquanto houver recursos pendentes. A justiça paulista não informou se haverá nova audiência para reavaliar as medidas cautelares.
As vítimas e suas famílias seguirão atendidas pelos canais de apoio previstos em lei, segundo a documentação judicial. A vara responsável não divulgou cronograma de próximos atos processuais.
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