Júri condena três homens ligados ao PCC por assassinato de PM em SP
Juliane dos Santos Duarte foi sequestrada, torturada e morta por criminosos em Paraisópolis, em 2018
A Justiça de São Paulo condenou na sexta, 28, três integrantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo assassinato da policial militar Juliane dos Santos Duarte, ocorrido em 2018.
O júri popular durou dois dias no Fórum Criminal da Barra Funda e terminou com a condenação dos três envolvidos que já estão presos.
Um quarto acusado segue foragido e ainda não foi julgado.
Assassinato
Em agosto 2018, Juliane foi sequestrada, torturada e morta a tiros em Paraisópolis, comunidade da Zona Sul da cidade.
Ela estava à paisana e desapareceu no dia 2 de agosto.
Quatro dias depois, em 6 de agosto, seu corpo foi encontrado dentro de um carro abandonado no bairro Campo Grande, também na Zona Sul, com tiros na cabeça e na barriga.
Segundo o Ministério Público, Juliane foi morta por ordem da facção após criminosos descobrirem que ela era policial e estava dentro da comunidade controlada pelo tráfico.
No dia do crime, ela estava de folga, em um bar, comemorando o aniversário do filho de um casal de amigos.
Quando um cliente reclamou do desaparecimento do celular, Juliane se identificou como PM, colocou a arma sobre a mesa e afirmou que ajudaria a localizar o aparelho.
A atitude chamou a atenção de integrantes do tráfico, que a sequestraram em seguida.
Os condenados
Foram condenados:
- Everaldo Severino da Silva Félix, o “Sem Fronteira”, recebeu pena 25 anos de prisão por homicídio qualificado (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime cometido contra autoridade). Ele é acusado de ser o mandato do crime e um dos chefes do tráfico do PCC em Paraisópolis.
- Felipe Carlos Santos de Macedo, o “Pururuca”, foi punido com 23 anos por homicídio (as mesmas qualificadoras) e organização criminosa. Ele é considerado um dos executores do assassinato e membro do PCC.
- Felipe Oliveira da Silva, o “Tirulipa”, foi punido com 9 anos por participação no mesmo homicídio qualificado. Sumiu com a moto de Juliene, que ela usou para entrar na comunidade, onde ia visitar amigos. É ligado ao PCC.
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