Júri condena cinco réus por maior chacina do DF
Penas somam mais de 1.200 anos; caso envolveu homicídios, sequestros e ocultação de cadáver
O Tribunal do Júri de Planaltina condenou os cinco réus acusados de participar daquela que é considerada a maior chacina já registrada no Distrito Federal. As penas, somadas, ultrapassam 1.200 anos de prisão.
O grupo respondeu por crimes como homicídios qualificados, sequestro, extorsão mediante sequestro, roubo, associação criminosa, fraude processual, ocultação de cadáver e corrupção de menores. A denúncia aponta uma ação articulada com divisão de funções.
O julgamento durou seis dias no Fórum de Planaltina. Sete jurados ouviram 18 testemunhas, analisaram cerca de 500 quesitos e acompanharam os interrogatórios dos réus antes da decisão final, anunciada após mais de 11 horas de votação.
O promotor Marcelo Leite afirmou:
“Foi um julgamento muito emocional por envolver crianças. A família esteve presente em todos os dias, muito sentida pela tragédia. Essa dor foi combustível para o Ministério Público, especialmente durante nossa sustentação. O resultado foi dentro do esperado, onde os principais envolvidos foram condenados em todos os crimes propostos. Essa barbaridade teve resposta à altura.”
Quem foi condenado?
Gideon Batista de Menezes, apontado como mentor do crime, foi condenado a 397 anos, 8 meses e 4 dias.
Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu pena de 300 anos, 6 meses e 2 dias.
Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, 1 mês e 4 dias de prisão.
Fabrício Canhedo Silva teve pena fixada em 202 anos, 6 meses e 28 dias.
Já Carlos Henrique Alves da Silva, apontado como participante de apoio no cativeiro, recebeu condenação de 2 anos de reclusão em regime semiaberto.
Como ocorreram os crimes?
As investigações apontam que os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, após o grupo tentar tomar posse de uma chácara no Itapoã avaliada em cerca de R$ 2 milhões.
O plano incluía matar o patriarca da família e eliminar todos os herdeiros.
O primeiro a ser morto foi Marcos Antônio Lopes de Oliveira, cujo corpo foi encontrado dias depois, esquartejado e enterrado no local usado como cativeiro.
Em seguida, Elizamar Silva e os três filhos do casal foram mortos e tiveram os corpos carbonizados dentro de um carro em Goiás.
Laudos indicam que parte das vítimas ainda estava viva no momento do incêndio.
Outros familiares foram sequestrados e mortos em etapas posteriores, com uso dos celulares das vítimas para atrair novos alvos.
Segundo a investigação, as ações eram coordenadas e envolviam diferentes funções dentro do grupo.
O crime teve como motivação a disputa pela posse do imóvel e a tentativa de acesso a valores da família.
Após a sentença, as defesas ainda podem recorrer, mas não há possibilidade de absolvição imediata, já que o caso foi decidido pelo Tribunal do Júri.
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Comentários (1)
Fabio
19.04.2026 10:05As penas somam mais de 1.200 anos, mas na prática depois de 5-6 anos vão estar em liberdade condicional, devido os inúmeros benefícios pra "ressocialização", sem contar as "saídinhas"... Essas vítimas vão ter também algum benefícios para que possam voltar à sociedade ou "ressocialização" é só pra quem comete crimes? Certos crimes não podem ter "ressocialização". Assassinato e Estupro devem ser os crimes mais graves, deve ter uma pena que o criminoso não possa voltar às ruas nunca mais, deve ter punição exemplar, pois às vitimas também não será concedido direito ou saidinnha alguma.