Josias Teófilo na Crusoé: Manual da fotografia de rua
Na fotografia de rua, o importante é a espontaneidade, uma vez que a cena não vai se repetir
A fotografia de rua, ou street photography, é um dos gêneros mais prestigiados da arte fotográfica — e também um dos mais desafiadores de praticar.
O objetivo não é fotografar a rua em si, mas cenas cotidianas. Fazer um retrato ou fotografar arquitetura é mais fácil porque o objeto a ser fotografado está ali, disponível.
Na fotografia de rua o importante é a espontaneidade, uma vez que a cena não vai se repetir. O fotógrafo precisa estar preparado, com a câmera sempre pronta para o disparo.
Além disso, ele precisa circular bastante, ir a lugares em que cenas relevantes acontecem.
E o principal: o fotógrafo precisa ter uma imensa cara de pau de ver uma pessoa ou um grupo de pessoas, fotografá-los e ir embora como se nada tivesse acontecido.
Para complicar ainda mais, as boas fotos costumam ser feitas de perto. Se a pessoa notar que vai ser fotografada, ela em geral fica constrangida e a foto perde a espontaneidade.
Daí a importância das câmeras portáteis, como a prestigiada Leica modelo M, usada por fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Joseph Koudelka, René Burri e tantos outros.
Destaque para Cartier-Bresson, que enterrou a sua durante a guerra e depois voltou para buscá-la — ele que chegou a ser dado como morto no conflito, pois ficou três anos como prisioneiro de guerra, e o Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York, começou a organizar uma grande retrospectiva que seria póstuma.
Até que descobriu-se…
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