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José Nêumanne na Crusoé: A farsa da abertura democrática na ditadura

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 19.01.2024 18:00 comentários
Brasil

José Nêumanne na Crusoé: A farsa da abertura democrática na ditadura

Em sua coluna semanal para Crusoé, José Nêumanne Pinto fala sobre os mortos pela ditadura que foram esquecidos por governos, Forças Armadas, delegacias, cemitérios e a justiça. Ele destaca uma ordem de Geisel e executada por Figueiredo para matar militarem que foi descoberta em 2018, mas não deu em nada...

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José Nêumanne na Crusoé: A farsa da abertura democrática na ditadura
Foto: Flickr/Elcio Alvares

Em sua coluna semana para Crusoé, José Nêumanne Pinto fala sobre os mortos pela ditadura que foram esquecidos por governos, Forças Armadas, delegacias, cemitérios e a justiça. Ele destaca uma ordem de Geisel e executada por Figueiredo para matar militarem que foi descoberta em 2018, mas que não deu em nada.

Em 10 de maio de 2018, foi revelado pela Agência Brasil um documento da CIA, mantido em sigilo até três anos antes, em que seu então diretor, Willian Colby, informava ao chefe, Henry Kissinger, um fato que pôs por terra todo o trololó da ditadura militar brasileira de que haveria uma abertura democrática aqui.

Conforme o relato, em 30 de março de 1974, o general Ernesto Geisel foi informado de que 104 militantes de extrema esquerda foram executados nos órgãos repressivos no final do governo de Médici, seu antecessor. Em 1º de abril, consagrado à mentira, Geisel mandou que o diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI), general João Figueiredo, que viria a sucedê-lo na Presidência da República, escolhesse pessoalmente as vítimas das próximas execuções. Desde que, segundo o próprio poderoso chefão, só fossem incluídos na lista fatal “os mais perigosos terroristas”. Seis anos depois, não se sabe que vítimas foram escolhidas nem se investigaram como foram executadas. Agora, um vídeo da TV Brasil circulou nas redes sociais referindo-se a esse fato pretérito.

O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Matias Spektor, que o descobriu e lhe deu publicidade, o considerou “o documento mais perturbador que já leu em 20 anos de pesquisa”. Mas, por incrível que pareça, a repercussão dessa notícia dolorosa limitou-se a uma entrevista a Pedro Bial em seu programa em horário tardio na TV Globo. E a notas esporádicas nos noticiários da Bandeirantes, do G1, do UOL Economia (?) e alguns outros sites de notícias. O fato foi tratado com um mínimo de atenção nas públicas TV e Agência Brasil (no governo Temer). Dando conta, por exemplo, de que “em nota, o Exército Brasileiro informou que os documentos que poderiam comprovar as afirmações foram destruídos, de acordo com norma da época que visava preservar informações sigilosas”. E que “o Centro de Comunicação Social do Exército informa que os documentos sigilosos, relativos ao período em questão, e que eventualmente pudessem comprovar a veracidade dos fatos narrados foram destruídos, de acordo com as normas existentes à época – Regulamento da Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS) – em suas diferentes edições”.

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