Jorginho Mello apoia ação de Florianópolis de “devolver” moradores de rua
“Onde está o erro nisso? Topázio, concordo 100%”, disse o governador de Santa Catarina
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), saiu em defesa da política adotada pela prefeitura de Florianópolis para controlar a presença de pessoas em situação de rua na capital.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado, 8, Mello reagiu às declarações do prefeito Topázio Neto (PSD) sobre a “devolução” de moradores de rua que chegam à cidade sem emprego ou moradia.
“Onde está o erro nisso? Topázio, concordo 100%”, disse o governador.
Mello afirmou ainda que a segurança do estado está à disposição para apoiar as medidas e, em tom irônico, disse que consultará a procuradoria para verificar a possibilidade de pedir visto para entrada em Santa Catarina.
“A turma da esquerda caiu de pau em cima do prefeito de Topázio porque ele quer controlar a chegada de moradores de rua na cidade. Onde está o erro nisso. Topázio, concordo 100%. Se precisar de mais apoio na segurança, estamos prontos. Aqui não é bagunça. Temos que cuidar da nossa cidade e cuidar de Santa Catarina”, afirmou.
“Precisamos manter a ordem”
O prefeito de Florianópolis causou polêmica nesta semana ao anunciar que pessoas sem emprego, familiares ou moradia receberão passagem de volta ao município de origem. Segundo Topázio, a medida visa manter a ordem e evitar que a capital se torne “depósito de pessoas em situação de rua”.
A prefeitura informou que a equipe de assistência social fará triagem para verificar vínculos dos recém-chegados com o estado. Caso não haja, a passagem de volta será providenciada imediatamente.
“Se chegou sem emprego e local para morar, a gente dá a passagem de volta”, disse o prefeito, citando o caso de um idoso transferido de outro município sem ligação com Florianópolis.
“Não podemos impedir ninguém de tentar uma vida melhor em Florianópolis, mas precisamos manter a ordem e as regras. Quem desembarca aqui deve respeitar as nossas regras e a nossa cultura”, acrescentou.
Após críticas, o prefeito publicou um novo vídeo afirmando que suas declarações foram “mal interpretadas”.
Segundo ele, não se trata de controle migratório, mas de uma ação de acolhimento e reintegração familiar.
“O que a gente não quer é ser depósito de pessoas em situação de rua. Se alguma cidade mandar para cá, nós vamos impedir”, disse.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
FRANCISCO JUNIOR
09.11.2025 12:18Se não for obrigatório/forçado, tudo bem. O serviço social pode até, por exemplo, ajudar a encontrar emprego em Florianópolis mesmo.
Marian
08.11.2025 18:13É muita gente na rua, por várias razões. E tem dinheiro público sendo desperdiçado e que poderia ajudar. Tristíssimo