Jaques Wagner, Jerônimo e Rui Costa relatam ataque virtual
Segundo PT, perfis receberam mais de 70 mil seguidores falsos antes de convenção do partido na Bahia
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, afirmou neste sábado, 1º, que os perfis do senador Jaques Wagner (PT-BA), do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e do ex-ministro Rui Costa (PT) sofreram um ataque virtual durante a madrugada.
Segundo a legenda, a partir de 1h30, as contas dos três políticos no Instagram receberam mais de 70 mil seguidores falsos em cerca de cinco horas.
Os partidos afirmam que os perfis foram alvo de uma ação coordenada com origem asiática.
Convenção do PT na Bahia
De acordo com a federação, a ofensiva teria como objetivo criar uma falsa narrativa de que os petistas compraram seguidores e também provocar uma eventual suspensão das contas pela Meta, empresa responsável pelo Instagram, já que o crescimento artificial de seguidores viola as regras da plataforma.
Após identificar a movimentação, as equipes dos políticos alteraram temporariamente os perfis para o modo privado.
O caso foi registrado na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil da Bahia, e os partidos pediram a abertura de investigação.
O ataque ocorreu no mesmo dia da convenção estadual do PT na Bahia, que oficializará as candidaturas de Wagner à reeleição no Senado, de Jerônimo à reeleição ao governo estadual e de Rui Costa ao Senado.
O presidente Lula (PT) participará do evento em Salvador.
Caso Master
O episódio ocorre em meio às investigações da Polícia Federal sobre uma suposta atuação de Wagner em favor do Banco Master no Congresso.
Documentos da corporação, tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do STF, apontam que o senador teve ao menos 74 ligações com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição, entre novembro de 2023 e maio de 2025.
Segundo a PF, os contatos incluíram conversas sobre interesses do banco e encontros entre integrantes das famílias.
Os investigadores também apontam que Wagner recebeu presentes e teria articulado uma reunião entre executivos do Master e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.
Wagner nega irregularidades e afirmou nesta sexta-feira, 31, ter “certeza de que vai provar sua inocência”. O senador disse que não poderia comentar detalhes do caso por orientação dos advogados.
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