Jantar com Motta em SP une Republicanos, PP e Cidadania
Em um dos últimos compromissos antes da eleição, favorito na disputa pelo comando da Câmara discutirá gestão e agenda legislativa com Tarcísio e Nunes
O deputado Hugo Motta (Republicanos/PB), favorito na disputa pela presidência da Câmara do Deputados, chega a São Paulo nesta segunda-feira (27), para um encontro com parlamentares do estado, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Motta foi convidado para um jantar, que será em uma pizzaria no bairro Higienópolis, organizado pelo deputado Maurício Neves, presidente estadual do PP, e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. O presidente do Cidadania, Arnaldo Jardim, também estará presente.
“Hugo Motta é uma unanimidade entre os colegas parlamentares neste momento em que precisamos de uma pessoa com o perfil de unificar, que seja coerente e priorize o diálogo com todos, para acelerar as pautas que o Brasil tanto necessita para seu crescimento e desenvolvimento, como todos os brasileiros esperam. Conversei com o presidente Marcos Pereira e o deputado Hugo Motta, e decidimos organizar este jantar para fortalecer ainda mais as forças que o apoiam”, afirmou o dirigente do PP sobre o evento.
Motta e o governo
Diante do frequente assédio do governo Lula por proximidade, o Republicanos incentiva Hugo Motta a trilhar um caminho de independência na relação com o Planalto.
Integrantes do partido disseram a O Antagonista que estão incomodados com as investidas do Planalto para utilizar Motta como moderador do clima hostil que domina a Câmara desde que o STF bloqueou emendas parlamentares. Lula se reuniu com o deputado nos últimos dias de dezembro e voltou a discutir a reforma ministerial com o paraibano.
O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), é reticente sobre a situação. “A postura de todo presidente da Câmara tem que ser de independência e harmonia. Como diz a Constituição”, declarou a este site.
Atualmente, a ‘crise das emendas’ dá o tom das tensões entre Governo, Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares desconfiam de uma possível influência do governo nas decisões do ministro Flávio Dino.
O temor de aliados do governo é que as discussões sobre os recursos possam impactar diretamente a agenda legislativa nos próximos anos.
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