Janones admite “arrogância intelectual” da esquerda
Deputado faz autocrítica à comunicação da esquerda e diz que discurso sofisticado afasta população mais pobre
O deputado federal André Janones (Avante-MG) apontou nesta terça-feira, 12, a “arrogância intelectual” da esquerda ao se comunicar com o povo.
Janones fez uma autocrítica ao discurso adotado por setores da esquerda, dizendo que muitas vezes a linguagem utilizada é sofisticada demais para alcançar as camadas mais pobres da população.
“Aqui que eu digo que entra o elitismo, a arrogância intelectual, a gente não tem mais essa preocupação em dialogar com essas pessoas mais simples. Quando eu uso exemplos simplórios, quando eu falo a linguagem do povo, quem tá no andar de cima compreende o que eu estou falando. Podem até torcer o nariz, achar feinho, mas compreendem.
Agora, a recíproca não é verdadeira. Quando eu falo uma linguagem mais sofisticada, quando eu me coloco para discutir questões que não fazem parte do do dia a dia da população, o andar de baixo não compreende. O meu papel não é ser o papel de todos nós que estamos no meio político, não é sermos bons oradores, não é isso que a gente tem que perseguir. A gente tem que perseguir ser bons comunicadores, porque senão ações como essas que o presidente Lula tá lançando hoje vão se tornar ações vazias”, disse ao Metrópoles.
Empate técnico
Parte do discurso de Janones é refletido nas últimas pesquisas sobre a corrida presencial.
Levantamento da Futura Inteligência em parceria com a Apex divulgado na segunda, 11, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em posição competitiva para a disputa presidencial de 2026.
O parlamentar aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno e lidera todos os cenários testados sem a presença do petista.
Na principal simulação do levantamento, Flávio registra 46,9% das intenções de voto, contra 44,4% de Lula. Apesar do empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, aliados do senador avaliam o resultado como um sinal de fortalecimento do nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a sucessão presidencial.
O desempenho do senador também chama atenção nos cenários em que Lula não disputa a eleição. Contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), Flávio aparece com 47,8% das intenções de voto, enquanto o petista soma 36,2%.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)