Izalci acusa Ibaneis Rocha de desprezar CPI do Crime Organizado
Senador diz que ausência do governador demonstra distanciamento da realidade da segurança no DF
O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a ausência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), na sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, realizada nesta terça-feira (3), no Senado.
Convidado a prestar esclarecimentos sobre a situação da segurança pública no DF, Ibaneis não compareceu pessoalmente à comissão. A falta do governador e seu indicado direto, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, levou ao cancelamento da oitiva e provocou reação imediata do parlamentar, que classificou o gesto como sinal de desprezo institucional.
“É lamentável a ausência do governador. Dizer que não tem esse problema aqui demonstra que ele não conhece Brasília. Já temos, há algum tempo, facções como o PCC e o Comando Vermelho identificadas aqui, inclusive atraídas após a instalação do presídio de segurança máxima”, afirmou Izalci.
O senador sustentou, ainda, que há registros de atuação de organizações criminosas no DF e no entorno, especialmente em áreas próximas a unidades prisionais. Segundo ele, ignorar o debate compromete o enfrentamento ao crime organizado e dificulta a formulação de políticas públicas mais eficazes
O parlamentar do DF acrescentou que o comparecimento do chefe do Executivo local seria uma oportunidade para apresentar dados, esclarecer ações e responder a questionamentos sobre a estratégia adotada na área de segurança.
“O Senado abriu espaço para ouvir o governo do DF, mas não houve disposição para prestar esclarecimentos. É um total desrespeito, ainda mais vindo de alguém que pretendia ser candidato ao Senado. Nós vamos cobrar, e vamos cobrar muito”, declarou.
A presidência da CPI informou que deve apresentar requerimento para convocar formalmente o governador, o que tornaria obrigatória a participação em nova sessão. Integrantes do colegiado avaliam que a ausência enfraquece a cooperação entre os entes federativos no combate às facções e à criminalidade organizada.
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