Itamaraty desaconselha viagens a 11 países do Oriente Médio
Orientação ocorre após ataques de EUA e Israel ao Irã e inclui medidas para quem já está na região
O Itamaraty emitiu uma nota neste sábado, 28, recomendando que brasileiros evitem viagens a países do Oriente Médio e reforcem os cuidados nas áreas afetadas após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Para quem já está na região, a orientação é permanecer em casa, acompanhar as notícias locais e seguir as instruções das autoridades.
A ofensiva atingiu Teerã e outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas na região.
O Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens a 11 destinos: Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria.
Passageiros com voos cancelados devem procurar as companhias aéreas para remarcação e verificar se os documentos têm ao menos seis meses de validade.
Para quem estiver em áreas sob bombardeio, a orientação é buscar abrigo imediato, como estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Em casa, a recomendação é permanecer em cômodos internos, longe de janelas.
O comunicado também sugere manter portas fechadas, evitar locais com visão direta do céu e garantir barreiras físicas contra estilhaços.
O ministério recomenda ainda reservar água e evitar sair sem confirmar as condições de segurança.
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Governo Lula condena ataques
Mais cedo, o governo Lula condenou a ofensiva.
“O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota do Itamaraty.
No mesmo comunicado, o ministério “apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.
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