“Isso nos preocupa”, diz Sidônio sobre influenciadores contra BC
Ministro afirmou que PF apura ofensiva coordenada contra diretores da autarquia após liquidação do Banco Master
Sidônio Palmeira (foto, à esquerda), ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), afirmou que os ataques nas redes sociais contra o Banco Central (BC), motivados pela liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro, preocupam o governo Lula.
“A Polícia Federal está fazendo uma investigação rigorosa. É preciso ver quem está por trás desses ataques e tomar providências. Isso nos preocupa”, disse Sidônio nesta quinta-feira, 8, após a cerimônia que marcou o veto de Lula ao PL da Dosimetria.
Segundo a PF, ao menos 46 perfis realizaram uma ofensiva contra diretores BC e o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.
Influenciadores que recusaram propostas para fazer esse trabalho, como o vereador Rony Gabriel, de Erechim, no Rio Grande do Sul, divulgaram o ocorrido (leia entrevista ao Meio-Dia em Brasília, aqui).
O pico ocorreu em 27 de dezembro, com 4.560 posts, segundo O Estado de S.Paulo.
Alvo
O alvo principal foi o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC Renato Dias Gomes.
Ele foi o responsável pelo veto da oferta de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
“Nesses levantamentos recorrentes, foi identificado, no final de dezembro, volume atípico de postagens com menções relativas à entidade e seus representantes, referentes ao noticiário sobre liquidação de instituição financeira”, afirmou a Febraban, em nota.
“A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”, acrescentou.
Os ataques
Com 4,1 milhões de seguidores no Instagram, o perfil Comuacin publicou em 2 de janeiro:
“Críticos avaliam que Renato Gomes não deixou um legado positivo no Banco Central. Segundo análises, sua gestão falhou em pontos considerados essenciais no setor público, como estabilidade, previsibilidade e fortalecimento institucional. Especialistas defendem agora a correção de rumos, com mais diálogo, menos concentração de poder e regras claras para devolver ao BC seu papel histórico de estabilidade.”
Na imagem, uma montagem de Gomes ao lado de fios elétricos emaranhados.

O perfil Exclusivas da Fama, que tem 9,1 milhões de seguidores no Instagram, publicou em 1º de janeiro:
“Debate! Renato Gomes deixou o Banco Central e o movimento reacendeu o debate sobre as chamadas “portas giratórias” entre o regulador e o mercado financeiro. Apesar de legal, a transição levantou questionamentos sobre ética, percepção pública e possíveis conflitos de interesse. Nos bastidores, críticas à sua gestão citam decisões abruptas, falhas de comunicação e pouco diálogo com o mercado, apontando que o período à frente do BC teria ampliado incertezas em vez de reduzir tensões.”

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