Israel suspende estado de emergência no sul do país após dois anos do massacre
Segundo o ministro da Defesa, decisão reflete estabilização da fronteira com Gaza e o êxito das operações contra o Hamas
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou nesta segunda-feira, 27, o fim do estado de emergência em vigor no sul do país desde os ataques do grupo terrorista Hamas, em 7 de outubro de 2023.
A medida excepcional havia sido decretada após o massacre promovido pelo Hamas, que deixou 1.200 israelenses mortos e mais de 250 sequestrados.
“Decidi adotar a recomendação das Forças de Defesa de Israel (FDI) e suspender, pela primeira vez desde 7 de outubro, a situação especial na frente interna“, diz o comunicado.
Segundo Katz, “a decisão reflete a nova realidade de segurança no sul do país, alcançada graças às ações determinadas e decisivas de nossas tropas heroicas contra a organização terrorista Hamas nos últimos dois anos”.
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O fim da “situação especial” representa o encerramento das restrições a reuniões públicas e do bloqueio de áreas próximas à Faixa de Gaza, que foram impostas para garantir a segurança da população.
Essas medidas permitiram ao governo controlar o movimento e o acesso a cidades e comunidades vizinhas, incluindo diversos kibutzim, após os ataques de 2023.
A região era a única parte de Israel onde o regime de emergência ainda permanecia em vigor, mantido em razão da ameaça constante de novos ataques e infiltrações vindos de Gaza.
Reféns mortos
Equipes da Cruz Vermelha estão atuando ao lado do Hamas na cidade de Rafah, no sul de Gaza, para localizar corpos de reféns mortos pelo grupo terrorista, segundo imagens divulgadas no domingo, 26, pelo canal catariano Al-Araby. Equipes egípcias também participam das buscas.
O Hamas afirma que ainda não conseguiu localizar os corpos de alguns dos reféns restantes.
Desde o último dia 21 de outubro, o grupo terrorista não realizou mais nenhuma entrega.
Israel, porém, afirma que o Hamas poderia entregar mais corpos, mas estaria se recusando a fazê-lo, além de reter informações sobre a localização dos restos mortais, em violação direta ao acordo de cessar-fogo firmado em 9 de outubro.
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