Crime eleitoral: irmão de Alcolumbre na mira da PF

17.04.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

Irmão de Alcolumbre na mira da PF por suspeita de compra de votos

avatar
Wilson Lima
3 minutos de leitura 01.10.2024 17:30 comentários
Brasil

Irmão de Alcolumbre na mira da PF por suspeita de compra de votos

PF apreendeu 5 mil reais em dinheiro em um consultório médico abandonado; foram encontrados materiais de campanha e uma lista de eleitores

avatar
Wilson Lima
3 minutos de leitura 01.10.2024 17:30 comentários 0
Irmão de Alcolumbre na mira da PF por suspeita de compra de votos
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da CCJ do Senado | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O irmão do ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União) Josiel Alcolumbre (União) foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal nesta segunda-feira, 30, suspeito de participar de um esquema de compra de votos em Macapá, capital do Amapá.

Além do crime de compra de votos, a Operação Voto Limpo investiga também outros ilícitos como falsidade ideológica eleitoral.

Segundo a PF, as investigações começaram após denúncias de que eleitores estavam sendo levados a um consultório médico de fachada para negociar votos a Josiel Alcolumbre. Josiel é candidato a vereador. “O local, no bairro Central desta capital, seria um consultório clínico desativado, usado como fachada para o esquema”, informou a PF em nota oficial.

Durante a ação da PF, foram apreendidos 5 mil reais em dinheiro, além de satinhos, broches e outros materiais de campanha. A PF também encontrou o nome de mais de 100 eleitores. A suspeita dos policiais é que todos tenham recebido antecipadamente. O contato prévio com esses eleitores teria ocorrido, conforme a PF, via WhatsApp.

Alcolumbre é alvo após PF apertar o cerco contra crimes eleitorais

Como mostramos mais cedo, a Polícia Federal intensificou ações contra crimes eleitorais em várias regiões do país e apreendeu R$ 4,2 milhões em apenas 11 dias. As operações, iniciadas em 20 de setembro, resultaram na descoberta de grandes somas em dinheiro guardadas em mochilas, veículos, sacos e imóveis, com suspeitas de que os valores estariam sendo usados para financiar campanhas e comprar votos.

Em Oiapoque, Amapá foram apreendidos R$ 130 mil em duas ações simultâneas. As investigações apontam para um suposto esquema de financiamento ilícito envolvendo o Comando Vermelho, facção criminosa que estaria auxiliando dois candidatos a vereador na cidade por meio de atividades ilegais, como tráfico de drogas e compra de votos.

Quatro pessoas vinculadas à prefeitura foram presas na mesma cidade sob a acusação de envolvimento em práticas eleitorais irregulares. Nessa ação, a PF recolheu R$ 99.850, quantia que, conforme as suspeitas, seria usada para influenciar eleitores na região.

Em Alagoas, a PF apreendeu R$ 790 mil em duas cidades do interior do estado. Em São Miguel dos Campos, uma denúncia levou à apreensão de R$ 300 mil que estavam escondidos em um veículo, suspeitos de serem destinados a campanhas políticas. No mesmo dia, em Arapiraca, outros R$ 490 mil foram descobertos numa mochila após nova denúncia relacionada à compra de votos.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Prisão de advogada em Goiás gera reação política e mobiliza OAB

Visualizar notícia
2

CPI da Pandemia fez o que Gilmar alega ser abuso de autoridade

Visualizar notícia
3

Vieira se defende perante a PGR contra Gilmar

Visualizar notícia
4

Crusoé: Gilmarlândia

Visualizar notícia
5

ICE informa à PF que Ramagem pode aguardar processo de asilo em liberdade

Visualizar notícia
6

Tarcísio explica foto com funkeiro preso em operação da PF

Visualizar notícia
7

“Não é uma briga, é ataque unilateral”, diz Nikolas sobre Eduardo

Visualizar notícia
8

Caso Tagliaferro: Defensoria pede anulação de decisão de Moraes

Visualizar notícia
9

“Sempre que alguém enfrenta o sistema, a reação é violenta”, diz Vieira

Visualizar notícia
10

Michelle Bolsonaro rebate pré-candidatura de Izalci ao GDF e nega apoio do PL

Visualizar notícia
1

Crusoé: Gilmarlândia

Visualizar notícia
2

Anielle Franco cogita processar vice do PT por convite a Silvio Almeida

Visualizar notícia
3

Senador quer colocar o Pix na Constituição

Visualizar notícia
4

Vieira se defende perante a PGR contra Gilmar

Visualizar notícia
5

“Sempre que alguém enfrenta o sistema, a reação é violenta”, diz Vieira

Visualizar notícia
6

Passagem de navios comerciais por Ormuz está "completamente aberta", diz Irã

Visualizar notícia
7

A tela do elevador está roubando o lugar do síndico na comunicação

Visualizar notícia
8

AGU está a serviço de Erika Hilton?

Visualizar notícia
9

Fachin admite crise no Judiciário: "Precisa ser enfrentada"

Visualizar notícia
10

Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

Visualizar notícia
1

Veja quais signos mais venceram o BBB e quem “sai na frente” em 2026

Visualizar notícia
2

Trump diz ter recebido ligação da Otan: “Agora não quero nada”

Visualizar notícia
3

PF liga empresa de Marçal a funkeiro MC Ryan

Visualizar notícia
4

Acórdão do TSE não define modelo de eleição-tampão no RJ

Visualizar notícia
5

Ensopado: 4 receitas práticas e deliciosas para o outono 

Visualizar notícia
6

PF investiga Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema com funkeiros

Visualizar notícia
7

Defesa de Filipe Martins contesta decisão de Moraes

Visualizar notícia
8

Como são os taurinos? Confira as características do signo de Touro

Visualizar notícia
9

Bolsonaro tem “boa evolução do quadro pulmonar e digestivo”, diz médico

Visualizar notícia
10

Greve nas federais expõe racha entre governo e servidores

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Amapá Davi Alcolumbre eleições 2024
< Notícia Anterior

O plano de Cerveró deu errado

01.10.2024 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Davi Brito quase desistiu do BBB, revela irmã

01.10.2024 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

Suas redes

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.