Instrutor de 19 anos é morto a tiros em academia de MG
Boletim de ocorrência cita “traição”; Polícia Civil abre inquérito e academia fecha por tempo indeterminado
O instrutor de academia Artur Martins, 19 anos, foi baleado e morreu dentro do local onde trabalhava, em Divinópolis (MG), na terça, 2.
Segundo o boletim de ocorrência (BO) registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), dois homens chegaram em um automóvel, um deles entrou perguntando pelo jovem e atirou, atingindo-o no peito e no pescoço. Os suspeitos fugiram em seguida.
De acordo com o BO, a possível motivação seria uma suposta traição envolvendo uma mulher casada com quem o instrutor teria se relacionado.
O documento relata que um sargento da PMMG, que estava de folga, socorreu a vítima até uma Unidade de Pronto Atendimento; de lá, Artur foi transferido a um hospital e não resistiu.
Ainda consciente após os disparos, ele afirmou ao policial ter tido uma “briga feia” com um empresário ligado à academia e disse ter sido ameaçado de morte.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que instaurou inquérito, iniciou as oitivas e não divulga detalhes para não comprometer as investigações.
Segundo a corporação, o veículo apontado como utilizado no crime passa por perícia, assim como os celulares apreendidos do instrutor e do empresário citado no BO. A PCMG confirmou que o empresário se apresentou espontaneamente na delegacia e negou o desentendimento atribuído a ele.
A academia Novo Shape divulgou nota de pesar, anunciou o fechamento por tempo indeterminado e agradeceu o apoio de clientes, amigos e familiares durante o luto.
O texto interno da empresa descreveu Artur como colaborador e afirmou que as atividades serão retomadas somente após nova comunicação. A equipe pediu respeito à família e a circulação de informações oficiais.
A PMMG reforçou o patrulhamento na região e colhe imagens de câmeras de segurança para auxiliar a identificação dos autores.
A investigação busca definir a participação de cada envolvido, a rota de fuga, a arma usada e se houve apoio logístico externo. Até a última atualização, não havia confirmação de prisões. Conforme a PCMG, novas diligências dependem da análise pericial e de depoimentos já agendados.
Segundo os registros policiais, os disparos foram feitos a curta distância, dentro do salão de treinos, antes do primeiro horário de alunos.
A dinâmica descrita no BO aponta execução rápida, com o atirador mascarado perguntando pelo nome da vítima, o que orienta a apuração para crime premeditado.
O inquérito também apura se houve ameaças anteriores, citadas por Artur no atendimento inicial, e se a suposta motivação pessoal tem vínculo com os autores.
A PCMG orienta que informações que ajudem na identificação dos suspeitos sejam repassadas diretamente às unidades policiais de Divinópolis.
A corporação reafirmou que eventuais atualizações serão divulgadas somente quando não houver risco ao andamento das investigações.
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