Indexa: Flávio Bolsonaro 44% x Lula 42% no segundo turno
Nos votos válidos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria 51% contra 49% do atual presidente da República
A primeira pesquisa nacional Indexa/Broadcast após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto, contra 42% do presidente Lula (PT).
Considerando apenas os votos válidos, Flávio tem 51% e Lula, 49%. A diferença de dois pontos percentuais na votação estimulada configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento foi realizado nos dias 13 e 14 de outubro.
Na pesquisa estimulada, 8% afirmaram que não irão votar, 4% declararam voto branco ou nulo e 2% estão indecisos ou não souberam responder.
“A diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula permanece muito estreita, dentro da margem de erro da pesquisa. A disputa agora será pela conquista dos eleitores que não se identificam plenamente com nenhum dos dois candidatos e que podem ser decisivos para o resultado da eleição”, afirma Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas.
A pesquisa foi concluída antes da aprovação, pelo Senado, da proposta que põe fim à escala de trabalho 6×1. Para Freres, a medida acrescenta um novo elemento ao debate eleitoral, cujos possíveis efeitos ainda não foram captados pelo levantamento.
“A aprovação da PEC que põe fim à escala 6×1 ontem [quarta-feira, 14] no Senado pode virar um fator importante nesta reta final da eleição. Lula tem a oportunidade de associar a medida, que foi um projeto apresentado por seu governo, à defesa dos direitos dos trabalhadores e apresentá-la como uma conquista de seu campo político”, declarou o pesquisador.
“Flávio Bolsonaro, por sua vez, que fez discursos contra a medida, tenta nos últimos dias demonstrar que a proposta também encontra apoio na direita. A dúvida é saber como o eleitorado vai enxergar essa mudança”, acrescentou ele.
Avaliação do governo Lula
O desempenho do governo aparece como um dos pontos desfavoráveis ao presidente na pesquisa.
A gestão Lula é avaliada como ótima por 14% e boa por 19%, totalizando 33% de avaliações positivas. Outros 21% consideram o governo regular, enquanto 9% classificam a administração como ruim e 36% como péssima.
Assim, as avaliações negativas — ruim e péssima — somam 45%, contra 33% de avaliações positivas.
A série histórica apresentada pela Indexa mostra deterioração da avaliação desde maio. A parcela que classifica o governo como péssimo passou de 30% em maio para 36% em outubro, enquanto a avaliação ótima caiu de 14% para 14% no período, permanecendo estável no último mês.
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