Incêndios ameaçam SP entre junho e outubro
Defesa Civil mobiliza agentes em todo o estado e prevê período crítico com possível influência do El Niño
O risco de incêndios em áreas de vegetação do Estado de São Paulo deve se intensificar nos próximos meses. A Defesa Civil paulista identificou, com base em análises meteorológicas, que o intervalo entre junho e outubro concentrará as condições mais adversas: calor acima da média, umidade do ar reduzida e distribuição irregular de chuvas. O fenômeno El Niño, ainda em monitoramento, pode agravar o quadro ao favorecer o ressecamento da vegetação em todo o território estadual.
Ação humana como principal causa
Apesar da influência climática, a Defesa Civil aponta que a maioria dos focos tem origem em comportamentos humanos: queimadas feitas fora das normas legais e descarte de materiais inflamáveis em locais inadequados estão entre as causas mais recorrentes. Em períodos de estiagem prolongada, um único ponto de ignição pode se transformar, rapidamente, em incêndio de grandes proporções.
Para denunciar práticas irregulares, a população pode ligar para os números 181 ou 190. Em casos de emergência, os canais são a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193).
Estado treina agentes e reforça equipamentos
Sob a Operação SP Sem Fogo, o governo estadual já iniciou, em abril de 2026, 16 treinamentos presenciais distribuídos por todas as regiões do estado. O objetivo é capacitar servidores municipais para atuar tanto na prevenção quanto no combate direto às chamas. Todos os municípios participantes recebem equipamentos de proteção individual e materiais de combate manual ao fogo.
Uma novidade deste ano é a inclusão de produtores rurais de assentamentos nos treinamentos. Esse grupo passa a receber kits específicos para o período de estiagem — medida que amplia a cobertura preventiva para zonas rurais, onde parte dos incêndios tem origem.
Frota e tecnologia em expansão
A estrutura operacional também foi reforçada: o estado conta com uma frota de 120 caminhões-pipa, dos quais 32 já foram entregues e outros 88 estão em processo de aquisição. O investimento total chega a R$ 62,2 milhões.
O monitoramento climático contínuo fica a cargo do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), que mantém meteorologistas dedicados à análise de focos de calor e à emissão de boletins periódicos. O órgão também planeja contratar aeronaves para atender regiões de difícil acesso e ampliar o uso de retardante de fogo — tecnologia que reduz o tempo de combate e os custos das operações.
Um simulado de emergência está previsto para 13 de maio de 2026, no Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, como parte da preparação das equipes antes do período mais severo.
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