Imprensa internacional repercute fim da Magnitsky contra Moraes
“Um grande revés para Bolsonaro e seu filho Eduardo”, diz The Guardian
A retirada do nome do ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sancionados pela Lei Magnitsky repercutiu na imprensa internacional. A decisão do governo dos Estados Unidos também excluiu das sanções a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e foi interpretada por veículos estrangeiros como um sinal de reaproximação diplomática entre EUA e Brasil.
Financial Times
O jornal britânico Financial Times classificou a medida como “o mais recente movimento de Washington para reconstruir pontes com o Brasil”.
Afirmou que Moraes supervisionou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe, e disse que o presidente Lula “rejeitou a pressão” externa para interferir no caso.
Segundo o FT, o gesto contribui para destravar a relação bilateral após uma crise no início do ano, quando o presidente Donald Trump tentou forçar o Brasil a abandonar o processo contra Jair Bolsonaro. O jornal também afirmou que o deputado Eduardo Bolsonaro recebeu a decisão “com pesar”.
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Washington Post
O Washington Post descreveu a revogação das sanções como um “recuo significativo” da campanha de pressão do governo Trump sobre o Brasil.
O jornal afirmou ainda que a reversão ocorreu após uma ofensiva diplomática direta de Lula, que incluiu uma ligação telefônica com Trump em 2 de dezembro.
Na conversa, o presidente brasileiro defendeu que Moraes não poderia ser punido por atuar em defesa da Constituição.
The Guardian
O jornal britânico The Guardian afirmou que a decisão representou “um grande revés para Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que deixou seu cargo no Brasil para fazer lobby em Washington por medidas punitivas sobre o que ele chamou de ‘perseguição’ contra seu pai”.
O veículo também destacou que Lula solicitou “repetidamente” a retirada das sanções durante negociações com os Estados Unidos.
Reuters
A agência Reuters afirmou que a reversão, menos de cinco meses após a imposição das sanções, evidencia um rápido aquecimento das relações entre Trump e Lula.
Segundo a agência, Lula afirmou ter pedido pessoalmente a revogação, sem oferecer contrapartidas.
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Liberdade de expressão
Moraes tornou-se alvo da Lei Magnitsky em 30 de julho.
Em setembro, o Departamento do Tesouro anunciou que as sanções também incluíam Viviane e Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
“Hoje, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos EUA impões sanções ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos LTDA (Lex Institute) por seu apoio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes foi designado pelo Ofac em 30 de julho de 2025 por usar seu cargo para autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão no Brasil. Viviane Barci de Moraes (Viviane), esposa de Moraes, que atua como chefe do Lex Institute, também foi designada hoje”, diz a nota.
Logo depois, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comparou o casal aos criminosos Bonnie e Clyde, famosos pelos crimes que cometeram nos Estados Unidos no período da Grande Depressão.
“Não há Clyde sem Bonnie”, disse Bessent, segundo a agência de notícias Reuters.
No X, o secretário afirmou que o governo Trump continuará “perseguindo indivíduos que fornecem apoio material a Moraes”.
“Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que a Secretaria do Tesouro dos EUA continuará perseguindo indivíduos que fornecem apoio material a Moraes enquanto ele viola os direitos humanos.”
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Comentários (1)
Ita
13.12.2025 18:11É isso aí: botaram a escada e o *ula subiu. Bolsonaristas, durmam com um barulho desse. Bando de "cabeça-dura". O Dudu, Figueiredo, Alan Santos e outros são uns paspalhões.