Impasse na defesa leva escritório de Ávila a deixar caso Bolsonaro
Escritório desistiu de liminar após reavaliação da estratégia e deixará caso sob condução dos demais advogados
O escritório Ávila de Bessa decidiu deixar a defesa de Jair Bolsonaro após a desistência de um pedido de liminar apresentado nesta quinta-feira, 24, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender imediatamente a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-presidente no caso da trama golpista.
O pedido havia sido apresentado pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury ao ministro Nunes Marques, relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Bolsonaro.
A iniciativa, porém, não teve a concordância dos demais advogados que atuam no caso. Segundo informações publicadas pelo colunista Igor Gadelha, eles procuraram Bolsonaro na manhã desta quinta-feira e o convenceram a desistir da liminar. O advogado Paulo Cunha Bueno foi um dos que conversaram diretamente com o ex-presidente.
A desistência foi formalizada por volta das 12h20.
Em nota, Ávila de Bessa afirmou que a decisão ocorreu após uma reavaliação da estratégia jurídica e que, a partir de agora, o processo ficará sob responsabilidade dos advogados que participaram da defesa durante a ação penal.
“Trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa. A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal.”
O advogado explicou ainda que, diante desse cenário, o escritório considerou mais adequado retirar o pedido de liminar para que os demais integrantes da defesa possam avaliar as próximas medidas.
“Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar.”
Ao final, Ávila confirmou que seu escritório não seguirá atuando no processo.
“O escritório Ávila de Bessa não atuará mais no caso.”
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