Ibaneis sanciona lei que cria o Dia da Memória das Vítimas do Comunismo no DF
Data será lembrada em 4 de junho; Texto recebeu 16 votos favoráveis e cinco contrários na Câmara Legislativa
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou na segunda, 20, a lei que institui o “Dia da Memória das Vítimas do Comunismo”.
A data será lembrada anualmente em 4 de junho, em referência à repressão do regime chinês contra contra manifestação popular em 1989, episódio que ficou conhecido como o massacre da Praça da Paz Celestial.
O texto, de autoria do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), estabelece que “na semana da data comemorativa, o poder público pode organizar atividades que proporcionem reflexão acerca dos danos à humanidade causados pelas ditaduras comunistas ao longo da história”.
Para Manzoni, o objetivo da lei é “gerar reflexão na sociedade do Distrito Federal por todas as mortes causadas por regimes baseados nessa ideologia, de modo que, de nenhuma maneira, o Brasil seja alcançado por esse mal”.
“Debaixo do manto da busca pela igualdade social e pelo ‘fim da exploração econômica do capital sobre os trabalhadores’, diversos regimes ascenderam ao poder e proporcionaram verdadeiros massacres à sua população”, diz trecho da proposta.
A proposta foi aprovada pela Câmara Legislativa do DF com apoio de 16 parlamentares.
Outros cinco deputados votaram contra: Gabriel Magno (PT), Fábio Félix (PSOL), Chico Vigilante (PT), Dayse Amarilio (PSB) e Ricardo Vale (PT).
Massacre da Praça da Paz Celestial
O massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 4 de junho de 1989, foi a repressão violenta do governo chinês contra manifestantes pró-democracia em Pequim.
Milhares de pessoas, incluindo estudantes, intelectuais e civis, se reuniram na Praça Tiananmen pedindo reformas políticas e liberdade de expressão.
O regime enviou tropas e tanques para dispersar os manifestantes, resultando em centenas a milhares de mortes, além de prisões e perseguições em larga escala.
O episódio ficou marcado internacionalmente como símbolo da violação dos direitos humanos na China.
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